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Processos sobre novos municípios tem tramitação retomada por comissão

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A Comissão de Divisão Administrativa do Estado, Assuntos Municipais e Tributação, presidida pela deputada Diana Belo, realizou nesta quarta-feira, 3 de maio, a primeira reunião de trabalho.

Na pauta, a proposta de solicitar, junto à Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas, a incorporação, fusão e delimitação em cinco processos.

O processo 5453/1998, trata da fusão de terras dos municípios limítrofes ao município de Nova Esperança do Piriá.

O processo 0785/1997, solicita o desmembramento da localidade de Vila Socorro, no município de Tracuateua, e sua incorporação ao município de Capanema.

Já o processo 2623/1999, trata da solicitação dos moradores da Agrovila Minerasul, para a localidade ser desmembrada de São Félix do Xingu e incorporada a Tucumã.

O processo 3954/1999, também é uma solicitação de desmembramento da Agrovila Santa Terezinha dos limites territoriais de Santo Antônio do Tauá, com incorporação ao município de Castanhal.

O Projeto de Lei 175/2001, que altera a legislação que criou o município de Belterra, propondo mudança nos limites territoriais.

As cinco proposições não dependem da realização de plebiscitos e foram aprovadas por unanimidade pelos deputados que integram a comissão.

Relatorias

Nove processos em tramitação na Comissão foram apresentados, para designar os parlamentares que assumirão como relatores.

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São processos referentes às localidades do Distrito de Vila Mandi, em Santana do Araguaia; Distrito de Cajazeiras, em Itupiranga; Distrito de Santa Fé, em Marabá; Distrito Casa de Tábua, em Santa Maria das Barreiras; Distrito de Maracajá, em Novo Repartimento; Distrito de Lindoeste, em São Félix do Xingu; Distrito de Santana do Capim, em Aurora do Pará; e o Distrito de Bela Vista do Caracol, em Trairão.

“Precisamos dar andamento a essas demandas, pois sabemos que, quando a população pede a criação de um novo município, é porque se ressente da falta do Poder Público na área”, avaliou a deputada Diana Belo.

Os deputados também aprovaram a proposta de solicitação de reunião com o Tribunal Regional Eleitoral para verificar a realização de plebiscitos em processos já tramitados e aprovados na Alepa.

“Esta Casa já aprovou, só no ano passado, 10 processos e até agora a justiça eleitoral não fez nenhuma programação para viabilizar a consulta popular”, destacou o deputado Vitor Dias.Deputada Diana Belo

A deputada Diana Belo complementou; “já tivemos seis processos negados pelo TER, e precisamos rever isso, pois a população quer ser ouvida, os plebiscitos devem ser realizados”, avaliou. Para isso, a Comissão vai propor a realização de uma Audiência Pública junto com o TRE, para avaliar as pendências desses processos. “Mas todos os processos que se encontram nesta comissão terão andamento garantido”, concluiu a deputada.

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Tributação

O deputado Iran Lima lembrou aos deputados que no dia 26 de maio será realizado um seminário para tratar da questão tributária e como a reforma prevista pode afetar os estados da região Norte, em especial o Pará. “esse é um debate muito importante e a Assembleia Legislativa deve fazer parte dessas discussões, para entender e fazer essa reflexão”, avaliou ele, convidando os demais parlamentares a se envolverem no debate sobre a reforma tributária.Deputado Iran Lima

“Atualmente, esta Comissão é extremamente importante para a Alepa, pois não é mais restrita aos assuntos administrativos e municipais, temos a responsabilidade de avaliar as questões tributárias, fundamentais para a vida de cada cidadão”, concluiu a deputada Diana Belo.

Participaram da reunião os deputados Iran Lima, Diana Belo, Aveílton Souza, Vítor Dias, Antônio Tonheiro e Neil Duarte.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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PARÁ

Pará bateu recorde e atingiu R$ 2 bilhões em arrecadação de ICMS em janeiro deste ano

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Estado apresenta investimentos e despesas em 2023 O Pará atingiu a arrecadação recorde  de R$ 2 bilhões em ICMS somente no mês de janeiro deste ano. Foi a maior arrecadação de ICMS da história do estado, conforme informação do secretário adjunto de Tesouro da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), Lourival Barbalho Júnior. O secretário participou da audiência pública de prestação de contas do Governo do Estado relativa ao terceiro quadrimestre 2023, realizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO), nesta quarta-feira (28), no auditório multiuso da Alepa.

A audiência do terceiro quadrimestre foi coordenada pelos deputados Torrinho Torres (PODEMOS), vice-presidente da CFFO; e pelo Cel. Neil (PL), que também é membro da comissão. A CFFO realiza audiência pública para que o Parlamento e a sociedade possam avaliar a gestão da administração pública estadual de cada quadrimestre do ano. O evento é balizado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2022).

Representante da Sefa festeja recorde de ICMS em janeiro de 2024 O representante da Sefa, Lourival Barbalho Júnior, explicou que a receita própria do estado vem tendo crescimento substancial. Hoje, “a receita própria representa dois terços da receita total”. A receita própria está em torno de 66% e a receita transferida 34% da receita total. “Isso está fazendo com que o Pará tenha um equilíbrio fiscal e proporcionando as políticas públicas do Governo do Estado”, garantiu.

O secretário estima que este ano a arrecadação cresça ainda mais, especialmente pelos resultados do ICMS, que é o imposto carro-chefe das receitas estaduais. Conforme explicou, no início do Governo de Hélder Barbalho (MDB), em 2019 essa arrecadação era de R$ 1 bilhão. E agora, no mês de janeiro de 2024, a arrecadação do período dobrou, chegando a R$ 2 bilhões. No último quadrimestre de 2023 (setembro, outubro, novembro e dezembro) estimou-se uma arrecadação do ICMS foi de R$ 18 milhões, mas o esforço tributário atingiu o valor de R$ 20 milhões no período.

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A secretária adjunta da Secretaria de Planejamento e de Administração (Seplad), Maria de Nazaré Nascimento, apresentou os investimentos com obras, programas e despesas do estado em diversas áreas, especialmente nas áreas de educação, saúde, segurança e transportes.

Maria de Nazaré Souza Nascimento, informou que o estado investiu 26% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) em 2023, estando acima do limite mínimo constitucional de 25%. As despesas com a educação foram de R$ 7,8 bilhões. Com saúde, que tem o limite constitucional de 12% da RLIT, esse percentual chegou a 14%. As despesas com a saúde foram de R$ 4,1 bilhões. A Receita Líquida de Impostos do Pará foi de R$ 29,8 bilhões.

Com relação a gastos com pessoal, no Poder Executivo, o estado chegou ao percentual de 42,24% da Receita Corrente Líquida (RCL), não atingido o percentual de limite legal de alerta, que é de 43,74% e se mantendo longe do limite máximo que é de 48,60%des. A secretária adjunta informou que neste período o governo cumpriu agenda de concursos e contemplação de planos de cargos e carreiras de órgãos estaduais. No total, os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) atingiram o percentual do gasto com pessoal de 50,03% da RCL, ficando também longe do limite máximo de 60%.

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Entre as principais realizações de 2023, Maria de Nazaré citou a entrega do Centro de Convenções Sebastião Tapajós, em Santarém; Centro de Especializado de Transtorno de Espectro Autista (CETEA), em Belém; quilômetros de rodovias asfaltadas em diversos municípios, dentre eles, Óbidos, Oriximiná, São Miguel, Marapanim e Piçarra; reconstrução de escolas em diversas regiões; inauguração do campus da UEPA no município de Parauapebas e ampliação do campus da UEPA em Castanhal; reforma e ampliação de delegacias da Polícia Civil nos municípios de Curralinho e Barcarena; comando regional e batalhão da Polícia Militar em Parauapebas; escritório regional Ideflor-Bio no município de Soure; e programas sociais “Sua Casa”, “Água Pará” e “Recomeçar”.

O deputado Cel. Neil pediu explicações sobre a capacidade de endividamento do estado mediante os empréstimos realizados pela gestão e os secretários apresentaram o relatório relativo ao assunto, destacando que pela situação fiscal atual, o estado poderia se endividar até 200% acima da receita corrente líquida. Mas, esse percentual está em 19%, devido ao controle da administração com a questão do endividamento. O deputado ressaltou a importância da audiência para o Parlamento e a sociedade tirarem dúvidas e avaliarem a administração pública estadual.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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