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Deputadosdebatem sobre os valores da tarifa de energia elétrica cobradas no Pará

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Os deputados, na sessão desta quarta (23), travaram uma discussão em plenário sobre os valores da tarifa de energia elétrica cobradas pela Agencia Nacional de Energia Elétrica aos consumidores do Pará, que pagam uma das tarifas mais altas entre os Estados da Federação, mesmo sendo o segundo produtor de energia elétrica.

Para os parlamentares, o problema é o modelo tributário utilizado na produção da energia elétrica. “A energia elétrica é taxada no consumo e não na produção, e isto beneficia os Estados da Região sul e sudeste que são os mais industrializados, prejudicando o Norte”, avaliou o deputado Eliel Faustino.

Ressarcimento ao Estado pela produção de energia

Ele defende, a mudança no ordenamento jurídico, para permitir que o Pará seja ressarcido, através da cobrança pela produção da energia elétrica, que é resultado da utilização de um recurso natural, que são as águas dos rios. “Este tributo seria uma forma de combater a desigualdade existente com a atual política tarifária da energia elétrica.Deputado Eliel Faustino

Já a deputada Maria do Carmo (PT), considera que o Pará, por ser um grande produtor de energia, deveria ter do ponto de vista legal, uma forma diferenciada na cobrança da tarifa de energia. “Porque, além do Estado ser o produtor, aqui se tem vários segmentos da sociedade que veem o ‘linhão’ passar em cima de sua casa e mesmo assim, não tem acesso a esta mesma energia”.

Restabelecimento de convenio da ANEEL e a ARCON para fiscalização

O deputado Thiago Araújo (Cidadania), defendeu o restabelecimento de um convênio entre a Aneel e o governo do Estado (ARCON) para a realização do processo de fiscalização dos serviços prestados pela concessionária, para que a população possa ter um serviço de mais qualidade. “Até porque se paga um preço abusivo, caro, dentro de um Estado que produz muita energia e que esse custo retira um percentual expressivo da renda do povo paraense”.Deputado Thiago Araújo

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Pediu ainda, a modificação da Lei que faz a nomeação do presidente da ARCON, a luta a ser enfrentada pelo governo do Estado para evitar outros ajustes no futuro e para dialogar na diminuição da alíquota do ICMS cobrada na tarifa de energia.

Mudança do local da cobrança para redução de desigualdades regionais

Para o deputado Bordalo (PT), a reforma tributária em discussão no Congresso Nacional irá produzir mecanismos tributários para enfrentar a questão do preço da energia elétrica no país. “Por que uma das principais questão a ser resolvida é mudar o local de cobrança. Temos que modificar este padrão se não nunca teremos a redução das desigualdades regionais no Brasil”, disse. Para ele, onde o Estado do Pará neste atual modelo é um dos mais prejudicados.Deputado Carlos Bordalo

Sessão especial na Câmara dos Deputados na presença de dirigentes da ANEEL

A deputada Maria do Carmo informou que, nesta quinta (24), estará participando de uma Sessão Especial na Câmara dos Deputados, a convite do deputado Junior Ferrari, nas presenças ainda dos deputados federais Airton Faleiro (PT) e Wenderson Pinto, todos da bancada do Pará, para debater com dirigentes da ANEEL e com todas as instituições que definem as tarifas, para que providências sejam tomadas para que a Equatorial possa estabelecer uma tarifa menor ao Pará do que outros valores praticados em outros Estados do Brasil.

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“Luz para Todos”

Por outro lado, disse que vai realizar uma Sessão Especial na ALEPA para discutir o Programa “Luz para Todos”, no sentido de ampliar para outras regiões, bem como discutir as ações e as cobranças da empresa Equatorial. Por último, a deputada defendeu a necessidade de apresentar um Projeto de Lei na Câmara dos Deputados que possa nos posicionar a ter uma tarifa diferenciada em relação ao todo Brasil.Deputada Maria do Carmo

Pará é o segundo produtor de energia no país

O estado produz cerca de 11% da energia consumida pela população do país, proveniente das centrais geradoras de energia existentes no Pará, principalmente a partir da Hidrelétrica de Tucuruí e de Belo Monte, em Altamira, duas das mais importantes hidrelétricas do país, e que, juntas, produzem 97,6% do potencial energético de todo Estado. Esta produção está atrás somente do Estado de São Paulo, que produz 12,24% da energia do território brasileiro, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica-ANEEL.

Em recente reunião, a ANEEL reduziu o valor da Revisão Tarifária proposto para ser aplicado no Pará, a pedido e por interferência do governador Helder Barbalho. O efeito médio para o consumidor saiu de 16,85% para 11,07%. Já especificamente para consumidores residenciais, que fazem parte do setor de baixa tensão de energia, o valor saiu de 18,32% para 9,61%.

Segundo a Aneel, os novos valores de energia foram reduzidos por conta da “reversão parcial do diferimento aprovado em 2022. Com a postergação de parte do valor, a Agência conseguiu amenizar o impacto do diferimento nesta revisão”.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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Pará bateu recorde e atingiu R$ 2 bilhões em arrecadação de ICMS em janeiro deste ano

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Estado apresenta investimentos e despesas em 2023 O Pará atingiu a arrecadação recorde  de R$ 2 bilhões em ICMS somente no mês de janeiro deste ano. Foi a maior arrecadação de ICMS da história do estado, conforme informação do secretário adjunto de Tesouro da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), Lourival Barbalho Júnior. O secretário participou da audiência pública de prestação de contas do Governo do Estado relativa ao terceiro quadrimestre 2023, realizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO), nesta quarta-feira (28), no auditório multiuso da Alepa.

A audiência do terceiro quadrimestre foi coordenada pelos deputados Torrinho Torres (PODEMOS), vice-presidente da CFFO; e pelo Cel. Neil (PL), que também é membro da comissão. A CFFO realiza audiência pública para que o Parlamento e a sociedade possam avaliar a gestão da administração pública estadual de cada quadrimestre do ano. O evento é balizado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2022).

Representante da Sefa festeja recorde de ICMS em janeiro de 2024 O representante da Sefa, Lourival Barbalho Júnior, explicou que a receita própria do estado vem tendo crescimento substancial. Hoje, “a receita própria representa dois terços da receita total”. A receita própria está em torno de 66% e a receita transferida 34% da receita total. “Isso está fazendo com que o Pará tenha um equilíbrio fiscal e proporcionando as políticas públicas do Governo do Estado”, garantiu.

O secretário estima que este ano a arrecadação cresça ainda mais, especialmente pelos resultados do ICMS, que é o imposto carro-chefe das receitas estaduais. Conforme explicou, no início do Governo de Hélder Barbalho (MDB), em 2019 essa arrecadação era de R$ 1 bilhão. E agora, no mês de janeiro de 2024, a arrecadação do período dobrou, chegando a R$ 2 bilhões. No último quadrimestre de 2023 (setembro, outubro, novembro e dezembro) estimou-se uma arrecadação do ICMS foi de R$ 18 milhões, mas o esforço tributário atingiu o valor de R$ 20 milhões no período.

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A secretária adjunta da Secretaria de Planejamento e de Administração (Seplad), Maria de Nazaré Nascimento, apresentou os investimentos com obras, programas e despesas do estado em diversas áreas, especialmente nas áreas de educação, saúde, segurança e transportes.

Maria de Nazaré Souza Nascimento, informou que o estado investiu 26% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) em 2023, estando acima do limite mínimo constitucional de 25%. As despesas com a educação foram de R$ 7,8 bilhões. Com saúde, que tem o limite constitucional de 12% da RLIT, esse percentual chegou a 14%. As despesas com a saúde foram de R$ 4,1 bilhões. A Receita Líquida de Impostos do Pará foi de R$ 29,8 bilhões.

Com relação a gastos com pessoal, no Poder Executivo, o estado chegou ao percentual de 42,24% da Receita Corrente Líquida (RCL), não atingido o percentual de limite legal de alerta, que é de 43,74% e se mantendo longe do limite máximo que é de 48,60%des. A secretária adjunta informou que neste período o governo cumpriu agenda de concursos e contemplação de planos de cargos e carreiras de órgãos estaduais. No total, os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) atingiram o percentual do gasto com pessoal de 50,03% da RCL, ficando também longe do limite máximo de 60%.

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Entre as principais realizações de 2023, Maria de Nazaré citou a entrega do Centro de Convenções Sebastião Tapajós, em Santarém; Centro de Especializado de Transtorno de Espectro Autista (CETEA), em Belém; quilômetros de rodovias asfaltadas em diversos municípios, dentre eles, Óbidos, Oriximiná, São Miguel, Marapanim e Piçarra; reconstrução de escolas em diversas regiões; inauguração do campus da UEPA no município de Parauapebas e ampliação do campus da UEPA em Castanhal; reforma e ampliação de delegacias da Polícia Civil nos municípios de Curralinho e Barcarena; comando regional e batalhão da Polícia Militar em Parauapebas; escritório regional Ideflor-Bio no município de Soure; e programas sociais “Sua Casa”, “Água Pará” e “Recomeçar”.

O deputado Cel. Neil pediu explicações sobre a capacidade de endividamento do estado mediante os empréstimos realizados pela gestão e os secretários apresentaram o relatório relativo ao assunto, destacando que pela situação fiscal atual, o estado poderia se endividar até 200% acima da receita corrente líquida. Mas, esse percentual está em 19%, devido ao controle da administração com a questão do endividamento. O deputado ressaltou a importância da audiência para o Parlamento e a sociedade tirarem dúvidas e avaliarem a administração pública estadual.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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