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Debate na Alepa procura soluções para a destinação do lixo na Região Metropolitana de Belém

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A situação do lixo da capital Belém, Ananindeua e Marituba, na Região Metropolitana, foi a principal preocupação da Audiência Pública realizada na tarde noite desta quinta-feira (25), no auditório João Batista da Assembleia Legislativa do Estado do Pará. A reunião foi coordenada pelo deputado Ronie Silva, presidente da Comissão de Mineração, Energia, Recursos Hídricos, Meio ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Alepa, autor do requerimento que a ensejou.

A maior preocupação do parlamentar é o prazo final para o encerramento do recolhimento do lixo no aterro sanitário de Marituba, que está marcado para o dia 31 de agosto próximo, por decisão judicial, cerca de três meses, portanto.

Até agora não existe proposta de solução que unifique as prefeituras envolvidas, que não tendo, estão a procura de saídas individualizadas. A empresa Guamá Resíduos Sólidos, gerenciadora do aterro, tem declarado que não tem interesse de ampliar o prazo de operação.

O debate também afirmou a necessidade de erradicação dos lixões existentes e a de instalação de aterros sanitários em todo os municípios do Estado, o que prevê a Lei nº 12.305/2010 que determina a Política Nacional de Resíduos. No Pará, somente em três, existem aterros sanitários: Belém – em fim de operação – Altamira e Vitória do Xingu. Os demais não dispõem de tratamento de resíduos e efluentes e os depositam em lixões.

O problema extrapola as fronteiras municipais, estaduais e até nacionais, porque Belém é candidata pelo governo do Brasil a sediar a Conferencia do Clima, a COP30, em 2025. A cidade será definida em dezembro próximo, quando da COP25. Diante desta situação, o governador Helder Barbalho chamou as prefeituras para a construção de soluções, pois o problema do Bioma Amazônico ja é um debate mundial e a questão da destinação adequada dos resíduos sólidos no Pará e na Amazônia se impõe de forma imediata.

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Para o deputado Ronie, a destinação final do lixo (resíduos sólidos), é uma questão de saúde pública e de defesa do meio ambiente. “Nesta audiência, podemos ouvir representantes da população, entidades, pesquisadores das universidades, prefeitos, câmara de vereadores, associações de catadores, cooperativas, enfim a sociedade civil para que possamos entregar soluções para o governo do Estado”, concluiu.

O resultado do debate em forma de relatório será entregue ao governador Helder Barbalho e enviado aos prefeitos.

“O debate da destinação do lixo na região metropolitana de Belém se arrasta desde 1990, com o Lixão do Aura, passando pela instalação do aterro de Marituba e agora pela decisão do encerramento deste mesmo aterro”, historiou o parlamentar. Ele considera como fundamental e determinante a participação do governo do Estado na coordenação da busca pela solução do problema.

Para José Leoncio, representante da Secretaria das Cidades no Pará, a responsabilidade do Estado está no contexto de organizar. “A secretaria recebe um desafio grande, até porque queremos trazer a COP para Belém, portanto, seremos cobrados se não tivermos levado um posicionamento correto, com a responsabilidade deste governo com a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente”, considerou. Para ele, o problema será tocado pelos municípios, mas que devido à complexidade, o governo do Estado “chamou para si” (sic). “Estamos alinhando as possibilidades de solução que não são simples, é complexa e de longo prazo”, disse.

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“A solução imediata, efetivamente, seria prorrogar o prazo de operação da empresa ou mesmo destinar um outro local para receber o aterro sanitário, seriam as duas únicas alternativas possíveis”, na compreensão do professor doutor Geovanni Penner da UFPA.

Para ele, seriam interessantes se fossem conjugadas com redução da geração, destinação adequado dos resíduos em aterros licenciados no Estado ou fora do Estado.

Para o professor doutor Neyson Mendonça da UFPa existem saídas técnicas e tecnologia para fazer. “Mas, primeiro de tudo, temos que ter um órgão ou uma entidade gestora que possa agregar e coordenar isso, junto ao governo do Estado, aos governos dos municípios, as empreses que se interessem no assunto e as universidades”. Para ele, somando o conhecimento científico e o esforço político e gerencial. “Vamos em pouco tempo, de 15 a 20 dias, solucionar a situação”, avaliou.

No debate se manifestaram ainda representantes dos três municípios: Belém, pelo procurador geral do município, Gustavo Brasil; Vanessa Martins, secretária de Meio Ambiente de Marituba; e Paulo Macedo, secretário de saneamento de Ananindeua.

Hugo Mercês, assessor jurídico da Câmara Municipal de Belém; Manezinho Rocha, vereador de Marituba e a pesquisadora Suzana Romeiro Araújo da UFRA, do departamento socioambiental de resíduos hídricos e do diretor Reginaldo Bezerra da empresa Guamá Resíduos, muito contestado depois de sua exposição. No final, por mais de trinta minutos, representantes da sociedade civil se manifestaram, moradores de Marituba, lideranças comunitárias, representantes de Cooperativas de Catadores.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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Pará bateu recorde e atingiu R$ 2 bilhões em arrecadação de ICMS em janeiro deste ano

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Estado apresenta investimentos e despesas em 2023 O Pará atingiu a arrecadação recorde  de R$ 2 bilhões em ICMS somente no mês de janeiro deste ano. Foi a maior arrecadação de ICMS da história do estado, conforme informação do secretário adjunto de Tesouro da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), Lourival Barbalho Júnior. O secretário participou da audiência pública de prestação de contas do Governo do Estado relativa ao terceiro quadrimestre 2023, realizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO), nesta quarta-feira (28), no auditório multiuso da Alepa.

A audiência do terceiro quadrimestre foi coordenada pelos deputados Torrinho Torres (PODEMOS), vice-presidente da CFFO; e pelo Cel. Neil (PL), que também é membro da comissão. A CFFO realiza audiência pública para que o Parlamento e a sociedade possam avaliar a gestão da administração pública estadual de cada quadrimestre do ano. O evento é balizado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2022).

Representante da Sefa festeja recorde de ICMS em janeiro de 2024 O representante da Sefa, Lourival Barbalho Júnior, explicou que a receita própria do estado vem tendo crescimento substancial. Hoje, “a receita própria representa dois terços da receita total”. A receita própria está em torno de 66% e a receita transferida 34% da receita total. “Isso está fazendo com que o Pará tenha um equilíbrio fiscal e proporcionando as políticas públicas do Governo do Estado”, garantiu.

O secretário estima que este ano a arrecadação cresça ainda mais, especialmente pelos resultados do ICMS, que é o imposto carro-chefe das receitas estaduais. Conforme explicou, no início do Governo de Hélder Barbalho (MDB), em 2019 essa arrecadação era de R$ 1 bilhão. E agora, no mês de janeiro de 2024, a arrecadação do período dobrou, chegando a R$ 2 bilhões. No último quadrimestre de 2023 (setembro, outubro, novembro e dezembro) estimou-se uma arrecadação do ICMS foi de R$ 18 milhões, mas o esforço tributário atingiu o valor de R$ 20 milhões no período.

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A secretária adjunta da Secretaria de Planejamento e de Administração (Seplad), Maria de Nazaré Nascimento, apresentou os investimentos com obras, programas e despesas do estado em diversas áreas, especialmente nas áreas de educação, saúde, segurança e transportes.

Maria de Nazaré Souza Nascimento, informou que o estado investiu 26% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) em 2023, estando acima do limite mínimo constitucional de 25%. As despesas com a educação foram de R$ 7,8 bilhões. Com saúde, que tem o limite constitucional de 12% da RLIT, esse percentual chegou a 14%. As despesas com a saúde foram de R$ 4,1 bilhões. A Receita Líquida de Impostos do Pará foi de R$ 29,8 bilhões.

Com relação a gastos com pessoal, no Poder Executivo, o estado chegou ao percentual de 42,24% da Receita Corrente Líquida (RCL), não atingido o percentual de limite legal de alerta, que é de 43,74% e se mantendo longe do limite máximo que é de 48,60%des. A secretária adjunta informou que neste período o governo cumpriu agenda de concursos e contemplação de planos de cargos e carreiras de órgãos estaduais. No total, os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) atingiram o percentual do gasto com pessoal de 50,03% da RCL, ficando também longe do limite máximo de 60%.

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Entre as principais realizações de 2023, Maria de Nazaré citou a entrega do Centro de Convenções Sebastião Tapajós, em Santarém; Centro de Especializado de Transtorno de Espectro Autista (CETEA), em Belém; quilômetros de rodovias asfaltadas em diversos municípios, dentre eles, Óbidos, Oriximiná, São Miguel, Marapanim e Piçarra; reconstrução de escolas em diversas regiões; inauguração do campus da UEPA no município de Parauapebas e ampliação do campus da UEPA em Castanhal; reforma e ampliação de delegacias da Polícia Civil nos municípios de Curralinho e Barcarena; comando regional e batalhão da Polícia Militar em Parauapebas; escritório regional Ideflor-Bio no município de Soure; e programas sociais “Sua Casa”, “Água Pará” e “Recomeçar”.

O deputado Cel. Neil pediu explicações sobre a capacidade de endividamento do estado mediante os empréstimos realizados pela gestão e os secretários apresentaram o relatório relativo ao assunto, destacando que pela situação fiscal atual, o estado poderia se endividar até 200% acima da receita corrente líquida. Mas, esse percentual está em 19%, devido ao controle da administração com a questão do endividamento. O deputado ressaltou a importância da audiência para o Parlamento e a sociedade tirarem dúvidas e avaliarem a administração pública estadual.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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