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Cúpula da Amazônia tem destaque na Alepa

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O início da Cúpula da Amazônia, nesta terça-feira (08/08), foi assunto pautado pelos deputados na Sessão Ordinária desta terça-feira, na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa). O evento reúne os oito representantes dos países signatários do Tratado de Cooperação Amazônica (TCA): Brasil, Bolívia, Colômbia, Guiana, Equador, Peru, Suriname e Venezuela.

A deputada Lívia Duarte, ao subir à tribuna, falou que é uma honra receber um evento tão importante para o mundo. “Para nós, paraenses, é um orgulho acolher diversos países. Foi muito bom ver o presidente Lula capitaneando essa delegação”. A deputada destacou que o momento é de discutir a Amazônia. “A Cúpula da Amazônia é um encontro de ideias, de pensar os povos da Amazônia, a realidade da Amazônia brasileira. É necessário que o gringo conheça a Ilha do Combu. As pessoas de outros países têm que ver a diversidade que é a Amazônia, o Pará”, disse. Outro ponto que a deputada colocou, também em evidência, foi a gastronomia paraense. “A nossa culinária deve ser apresentada para o mundo. Mas entendemos que este importante encontro, tem a missão de rever, principalmente, as políticas públicas. É importante dizer que este evento, que tem chamado a atenção do mundo, consiga capitalizar, para o Pará, recursos, obras, estrutura, discussões, diagnósticos feitos por nós. Queremos soluções para tudo que envolve a Amazônia”, finaliza ela.

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 Deputada Lívia Duarte

Segundo o deputado Adriano Coelho, a Cúpula da Amazônia fez com que a capital paraense passasse por uma mobilização em relação à organização. “Nós paraenses temos orgulho do que acontece em Belém durante esses dois dias. Pude observar as ruas, à medida que estava vindo para a Alepa, e percebi o verdadeiro mutirão na cidade. É importante que a nossa cidade esteja apta para receber este grande evento. As ruas estão pavimentadas, sob manutenção, vias sinalizadas. Eu quero que Belém continue dessa maneira, após passar o evento”, mencionou o parlamentar.

 Deputado Adriano Coelho

Para o deputado Eliel Faustino, a Cúpula da Amazônia traz a necessidade do diálogo sobre a sustentabilidade. “Falar sobre a Amazônia é uma necessidade. Temos a oportunidade de tratar a sustentabilidade. Parabenizo o Governo do Pará e o Governo Federal por trazer ao Pará, um evento que trará mais desenvolvimento a Amazônia, ao estado do Pará”.

 Deputado Eliel Faustino

Cúpula da Amazônia

A Cúpula da Amazônia reúne países-membros da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), criada em 1978, e que há 14 anos não se reunia. Formada por Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela, a OTCA forma o único bloco socioambiental da América Latina.

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Um dos principais objetivos da Cúpula da Amazônia é fortalecer a OTCA, organização internacional sediada em Brasília/DF, para que possa apoiar os países da região na implementação de iniciativas e projetos. O evento deverá gerar a Carta da Belém, documento que estabelece uma nova agenda comum para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, conciliando: a proteção do bioma e da bacia hidrográfica; inclusão social; fomento de ciência; tecnologia e inovação e o estímulo à economia local e valorização dos povos indígenas, comunidades locais e tradicionais e de seus conhecimentos ancestrais.

A principal divergência sobre a Carta de Belém é sobre a exploração de combustíveis fósseis na região. Para evitar conflitos, o assunto deverá ser lateral, ou seja, feito individualmente. Haverá menção de que será necessário que projetos de infraestrutura tenham “respeito a critérios socioambientais” e “consulta prévia a populações tradicionais”. Outra divergência é sobre o cumprimento de metas de desmatamento. O Brasil pretende que os demais países incorporem a meta de desmatamento zero até 2030.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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PARÁ

Pará bateu recorde e atingiu R$ 2 bilhões em arrecadação de ICMS em janeiro deste ano

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Estado apresenta investimentos e despesas em 2023 O Pará atingiu a arrecadação recorde  de R$ 2 bilhões em ICMS somente no mês de janeiro deste ano. Foi a maior arrecadação de ICMS da história do estado, conforme informação do secretário adjunto de Tesouro da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), Lourival Barbalho Júnior. O secretário participou da audiência pública de prestação de contas do Governo do Estado relativa ao terceiro quadrimestre 2023, realizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO), nesta quarta-feira (28), no auditório multiuso da Alepa.

A audiência do terceiro quadrimestre foi coordenada pelos deputados Torrinho Torres (PODEMOS), vice-presidente da CFFO; e pelo Cel. Neil (PL), que também é membro da comissão. A CFFO realiza audiência pública para que o Parlamento e a sociedade possam avaliar a gestão da administração pública estadual de cada quadrimestre do ano. O evento é balizado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2022).

Representante da Sefa festeja recorde de ICMS em janeiro de 2024 O representante da Sefa, Lourival Barbalho Júnior, explicou que a receita própria do estado vem tendo crescimento substancial. Hoje, “a receita própria representa dois terços da receita total”. A receita própria está em torno de 66% e a receita transferida 34% da receita total. “Isso está fazendo com que o Pará tenha um equilíbrio fiscal e proporcionando as políticas públicas do Governo do Estado”, garantiu.

O secretário estima que este ano a arrecadação cresça ainda mais, especialmente pelos resultados do ICMS, que é o imposto carro-chefe das receitas estaduais. Conforme explicou, no início do Governo de Hélder Barbalho (MDB), em 2019 essa arrecadação era de R$ 1 bilhão. E agora, no mês de janeiro de 2024, a arrecadação do período dobrou, chegando a R$ 2 bilhões. No último quadrimestre de 2023 (setembro, outubro, novembro e dezembro) estimou-se uma arrecadação do ICMS foi de R$ 18 milhões, mas o esforço tributário atingiu o valor de R$ 20 milhões no período.

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A secretária adjunta da Secretaria de Planejamento e de Administração (Seplad), Maria de Nazaré Nascimento, apresentou os investimentos com obras, programas e despesas do estado em diversas áreas, especialmente nas áreas de educação, saúde, segurança e transportes.

Maria de Nazaré Souza Nascimento, informou que o estado investiu 26% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT) em 2023, estando acima do limite mínimo constitucional de 25%. As despesas com a educação foram de R$ 7,8 bilhões. Com saúde, que tem o limite constitucional de 12% da RLIT, esse percentual chegou a 14%. As despesas com a saúde foram de R$ 4,1 bilhões. A Receita Líquida de Impostos do Pará foi de R$ 29,8 bilhões.

Com relação a gastos com pessoal, no Poder Executivo, o estado chegou ao percentual de 42,24% da Receita Corrente Líquida (RCL), não atingido o percentual de limite legal de alerta, que é de 43,74% e se mantendo longe do limite máximo que é de 48,60%des. A secretária adjunta informou que neste período o governo cumpriu agenda de concursos e contemplação de planos de cargos e carreiras de órgãos estaduais. No total, os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) atingiram o percentual do gasto com pessoal de 50,03% da RCL, ficando também longe do limite máximo de 60%.

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Entre as principais realizações de 2023, Maria de Nazaré citou a entrega do Centro de Convenções Sebastião Tapajós, em Santarém; Centro de Especializado de Transtorno de Espectro Autista (CETEA), em Belém; quilômetros de rodovias asfaltadas em diversos municípios, dentre eles, Óbidos, Oriximiná, São Miguel, Marapanim e Piçarra; reconstrução de escolas em diversas regiões; inauguração do campus da UEPA no município de Parauapebas e ampliação do campus da UEPA em Castanhal; reforma e ampliação de delegacias da Polícia Civil nos municípios de Curralinho e Barcarena; comando regional e batalhão da Polícia Militar em Parauapebas; escritório regional Ideflor-Bio no município de Soure; e programas sociais “Sua Casa”, “Água Pará” e “Recomeçar”.

O deputado Cel. Neil pediu explicações sobre a capacidade de endividamento do estado mediante os empréstimos realizados pela gestão e os secretários apresentaram o relatório relativo ao assunto, destacando que pela situação fiscal atual, o estado poderia se endividar até 200% acima da receita corrente líquida. Mas, esse percentual está em 19%, devido ao controle da administração com a questão do endividamento. O deputado ressaltou a importância da audiência para o Parlamento e a sociedade tirarem dúvidas e avaliarem a administração pública estadual.

Fonte: Assembleia Legislativa do PA

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