BELÉM

POLITÍCA NACIONAL

Zequinha Marinho é o novo presidente da Comissão de Agricultura

Published

on

O senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) foi eleito presidente da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) para o biênio 2025-2026. A eleição aconteceu nesta quarta-feira (19).

Ainda não foi definido o vice-presidente da comissão. O cargo seguirá vago até que os blocos partidários entrem em acordo para a indicação dessa vaga. 

Durante seu primeiro discurso como presidente da CRA, Zequinha reforçou seu compromisso com o avanço de pautas que incentivem a agricultura sustentável, a regularização fundiária, o licenciamento ambiental e a desburocratização do acesso ao crédito rural.

COP30 em Belém

O senador lembrou que Belém, capital do estado que ele representa, será a sede da 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), em novembro. Zequinha disse que a COP30 será um evento de relevância global, que colocará a cidade e o país em destaque no cenário internacional. Ele afirmou que esse evento é uma oportunidade para mostrar ao mundo não somente a potência da agricultura brasileira, que garante ao Brasil ser um dos maiores exportadores de alimentos do mundo, mas também os avanços feitos pelo país para alcançar bases produtivas mais sustentáveis.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) concordou com Zequinha sobre a oportunidade de buscar o reconhecimento, por meio da COP30, da produção agrícola sustentável do país. Ela afirmou que a CRA deve assumir papel fundamental nessa articulação, mostrando que o Brasil “não é só campeão na agricultura, mas também na proteção do meio ambiente”.

— A nossa agricultura é a mais sustentável do mundo. Pode ser que tenha alguém que chegue perto, mas não tem como a nossa. Há 50 anos nós transformamos nossa agricultura e fomos para o caminho de uma agricultura sustentável, tropical, com tecnologias próprias do Brasil — enfatizou ela.

PIB do agro

Zequinha destacou pesquisa da Confederação Nacional de Agricultura (CNA) que projeta, para o PIB do Agronegócio, um crescimento de até 5% em 2025. Essa alta será impulsionada, segundo a CNA, pelo aumento da produção primária agrícola (com destaque para os grãos) e pela expansão da indústria de insumos e da agroindústria exportadora. De acordo com a pesquisa, o Valor Bruto da Produção está estimado em R$ 1,34 trilhão para este ano.

Leia Também:  Líder do União Brasil aponta economia e inteligência artificial como prioridades em 2025

Apesar disso, o senador aponta um cenário desafiador para o país, em razão da política fiscal, do câmbio, da inflação, da taxa Selic e de fatores externos — e isso, ressaltou ele, exige uma atuação eficiente da comissão.

Regularização fundiária e licenciamento

— São 75 projetos [tramitando na CRA] que tratam, basicamente, de regularização fundiária. Um programa que tem de avançar no Brasil. Não dá para passar a vida toda falando disso sem tomar medidas para que a regularização fundiária aconteça efetivamente, principalmente na região Norte. A agricultura familiar é um sucesso do meio do Brasil até o Sul, mas para o Norte ainda é muito carente. E nós vamos trabalhar para que isso aconteça. O crédito rural nem sempre é suficiente e às vezes é “burocrático” também, o que impede o acesso de muita gente [a esse financiamento]. O licenciamento ambiental precisa andar; temos de avançar, temos de modernizar, agilizar, porque certamente ele mexe com a economia do país, não só do agro, mas de todos os setores produtivos do país — declarou Zequinha.

O senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) defendeu a ampliação da discussão sobre a regularização fundiária, assim como a sua votação. Ele apontou a reforma agrária como uma política pública fundamental para o desenvolvimento regional, principalmente do Norte do país.

— O que a gente está vendo hoje, especialmente no sul do Pará, é que houve incentivo para as pessoas irem para aquela região. E agora elas estão tendo suas casas queimadas, estão sendo expulsas. Não tem aonde ir. Foram pessoas que acreditaram no governo da época.

Leia Também:  Projeto autoriza pessoa com doença rara a fazer prova com equipamento médico

Tereza Cristina, por sua vez, pediu atenção especial para que se avance nos diálogos e na votação do PL 2.159/2021, projeto que trata da Lei Geral do Licenciamento Ambiental. Essa matéria tramita simultaneamente em dois colegiados do Senado, com dois relatores diferentes: ela mesma na CRA e Confúcio Moura (MDB-RO) na Comissão de Meio Ambiente (CMA).

Crédito 

O senador Alan Rick (União-AC), que deixou a presidência da CRA, disse que os bancos de fomento precisam entender o cenário de crise que há no país.  Ele ressaltou que o Brasil vem enfrentando uma série de eventos climáticos gravíssimos, que este é um momento difícil para o setor e que, por essa razão, é necessário que o processo de liberação de recursos para investimentos na agropecuária seja menos burocrático. 

— Vamos chamar os presidentes dos bancos de fomento para falar sobre o crédito rural. Os bancos querem emprestar dinheiro para custeio, que você tem de pagar com um ano. Mas no [crédito] de investimento, em que você tem mais carência, em que você tem mais tempo para pagar, para poder investir na sua lavoura, comprar equipamento, fazer os investimentos para aumentar a sua produção, há uma enorme dificuldade para a liberação de recursos.

Áreas degradadas

Zequinha Marinho informou que apresentou nesta semana um projeto de lei — o PL 514/2025 — que altera a política agrícola brasileira e estabelece, entre suas diretrizes, o estímulo à conversão de pastagens degradadas em sistemas de produção agropecuários e florestais sustentáveis.

A proposta, que integra a lista de prioridades do presidente da CRA, também prevê que o crédito rural terá condições favorecidas para projetos de recomposição de áreas degradadas.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

Published

on

O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

Leia Também:  Medida provisória define como prática abusiva a cobrança de qualquer taxa sobre Pix

— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

MAIS LIDAS DA SEMANA