BELÉM

POLITÍCA NACIONAL

Presidente do STF defende união e diálogo entre os Poderes

Published

on

Em pronunciamento ao Congresso na abertura do ano legislativo, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, salientou nesta segunda-feira (3) a união dos três Poderes em torno dos valores e propósitos da Constituição. Ele disse ainda ter uma “crença profunda de que com boa fé e com boa vontade, quase tudo nesta vida é possível”.

Nós, todos os três Poderes da República, estamos unidos pelos valores da Constituição e pelos propósitos nela estabelecidos. Porém, mais do que a harmonia e independência prevista na Constituição, eu tenho muito prazer de estar aqui porque nós temos, acima de tudo, bons sentimentos uns em relação aos outros e torcemos pelo sucesso um do outro. (…) Mais do que a presença formal do presidente do Supremo aqui, na verdade está o compromisso do Poder Judiciário de sermos parceiros em tudo aquilo que, à luz da Constituição, seja bom para o Brasil.

Barroso reafirmou a disposição do Judiciário para discutir e absorver eventuais divergências num diálogo institucional:

Leia Também:  Projeto institui a Política Nacional de Memória e Reparação a vítimas de chacinas

— Pensamento único só existe nas ditaduras. A característica da democracia é a divergência com civilidade e a capacidade de diálogo, de colocar argumentos na mesa.

O presidente do STF ainda citou a votação “consagradora” de Davi Alcolumbre, que considera uma demonstração da capacidade do novo presidente do Senado de aglutinar as pessoas em torno de valores e objetivos. Davi foi eleito no sábado (1º) à Presidência do Senado para o biênio 2025-2026. Barroso também cumprimentou o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, por sua “integridade e civilidade” e pelos serviços prestados ao país.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

Published

on

O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

Leia Também:  Presidente do Belford Roxo nega envolvimento com manipulação em CPI

— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

MAIS LIDAS DA SEMANA