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Presidente da OAB-RJ quer chegar a 500 escritórios digitais por todo o estado

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Depois de uma fase de muitos desafios e contenção de danos, potencializados e criados pela pandemia da covid-19, o presidente da OAB da seccional do Rio de Janeiro, Luciano Bandeira, quer avançar no legado a ser deixado à advocacia fluminense. 

Dessa forma, de início o foco foi voltado aos problemas da classe, conectados à realidade da profissão, para minorar os efeitos da crise. Ou seja, garantir o pleno exercício profissional e, consequentemente, a renda de advogados e advogadas. Mas, para o triênio, os planos são muitos: escritórios digitais por todo o estado, novas casas da advocacia no sistema prisional, um portal de ensino à distância e um aplicativo definitivo para a administração de escritórios. 

Bandeira conhece o sistema OAB de dentro há anos, tendo passado por várias posições. Ele foi, por exemplo, o primeiro presidente de subseção que chegou à presidência da seccional. E foi com esse conhecimento que conseguiu fazer a transição tecnológica que a pandemia demandou e, hoje, segundo ele, a OAB-RJ consegue colocar quase 3 mil advogados e advogadas trabalhando ao mesmo tempo em estrutura própria, distribuída por todo o estado.

CFOAB – Qual é o foco de sua gestão?

Luciano Bandeira – Nossa gestão é formada por pessoas que conhecem a realidade da advocacia em todo o Estado do Rio de Janeiro. Desde o início, nosso trabalho foi voltado aos problemas da classe, conectado à realidade da profissão. Diante da pandemia da covid-19, reajustamos a rota e direcionamos nossos esforços para minorar os efeitos da crise. Nosso objetivo principal foi garantir o pleno exercício profissional e, consequentemente, a renda de advogados e advogadas. Os presidentes de subseção tiveram um papel importantíssimo, sendo parceiros da seccional durante todo o tempo. Queremos fazer mais. Temos metas ousadas para o próximo triênio, como chegar a 500 escritórios digitais por todo o estado, instalar novas casas da advocacia no sistema prisional, criar um portal de ensino à distância e oferecer um aplicativo definitivo para a administração de escritórios. Vamos aprofundar nosso trabalho, garantir mais conquistas, unir e valorizar ainda mais a advocacia, por meio da capacitação profissional, da defesa das prerrogativas, da geração de oportunidades de trabalho, da aproximação com a classe, da ampliação da estrutura e dos serviços à disposição dos colegas.

CFOAB – Qual é a importância da OAB para a advocacia?

Luciano Bandeira – A Ordem dos Advogados este ano completa 92 anos de existência. Ela regula a profissão, protege as prerrogativas, os direitos e o exercício profissional. Mas ela é muito mais. A Ordem é um elemento essencial para a democracia brasileira e para a sociedade. É um grande instrumento de estabilização democrática, porque é a única entidade que tem uma função específica prevista na Constituição Federal: a indispensabilidade do advogado para a efetivação da justiça. Se fizermos uma análise do processo histórico da formação do Estado brasileiro, veremos que a advocacia teve um papel fundamental na formação da cultura jurídica brasileira, na redemocratização do País e no desenvolvimento daquilo que pretendemos ser como sociedade, com avanço civilizatório, consenso e pacificação social.

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CFOAB – Qual é a importância da OAB na sua vida?

Luciano Bandeira – Em 2006 eu já participava ativamente da vida da Ordem. O que me levou para a Ordem dos Advogados foi exatamente esse conjunto de coisas. Foi justamente por entender a importância dela e a necessidade de reunir pessoas comprometidas com essa chama da democracia e da defesa do direito. Quando entrei na Ordem, primeiro fiquei um tempo no Tribunal de Ética e Disciplina. Pouco depois, surgiu um movimento para a criação da Subseção da Barra da Tijuca, na zona Oeste do Rio de Janeiro, e houve um consenso em torno do meu nome para que eu fosse o primeiro presidente da OAB-Barra. Depois fui reeleito e segui um caminho natural, me tornando diretor da seccional, presidente da Comissão Estadual de Prerrogativas, diretor de Apoio às Subseções, diretor tesoureiro até chegar à presidência da OAB-RJ. Fui o primeiro presidente de subseção que chegou à presidência da seccional do Estado do Rio de Janeiro. Não foi um projeto de vida, foi muito natural.

CFOAB – Pode contar um pouco da sua história com a advocacia, de onde surgiu o interesse?

Luciano Bandeira – Minha opção pela advocacia não vem de berço. Sou o primeiro advogado na minha família. Meu pai é engenheiro, minha mãe é professora de português, meu avô e meu irmão são médicos. Minha escolha se deu a partir de um sentimento, uma vontade de entrar para esse mundo das ciências humanas, da sociologia, da ciência política, da história. E, dentro da faculdade, eu tive a certeza de que não queria ser juiz nem promotor, mas sim advogado. Sou advogado há 27 anos. 

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CFOAB – Gostaria de falar de outros temas que julga importantes?

Luciano Bandeira – Nessa caminhada dentro da Ordem, tive dois desafios muito grandes. O primeiro foi como presidente da Comissão Estadual de Prerrogativas. Muitas vezes há uma incompreensão muito grande, principalmente por parte dos poderes constituídos, em relação à função do advogado. Os advogados atuam para reclamar direitos. E essa postura é mal compreendida, tanto no Judiciário quanto no Legislativo e no Executivo. Então, é uma tarefa muito árdua defender os advogados e advogadas. Mas, é preciso entender que prerrogativas não são privilégios, e sim uma garantia dos cidadãos. Quando o advogado está atuando, ele está defendendo o direito de alguém, portanto, ele precisa ter algumas garantias, porque muitas vezes ele está contrariando interesses. Outro momento difícil foi, já na presidência, enfrentar a pandemia da Covid-19. A pandemia foi muito cruel com muitas atividades profissionais, mas ela foi especialmente difícil para a advocacia. Nós ficamos por um período sem Justiça, com o Judiciário totalmente fechado.

CFOAB – Por fim, poderia falar um pouco sobre como é gerir a OAB num momento de pandemia? Expectativas, desafios, perspectivas daqui pra frente.

Luciano Bandeira – Como eu citei anteriormente, foi o momento mais difícil do meu período na Presidência da OAB-RJ, até haver a transição tecnológica. A primeira ação se deu de imediato, com a criação de um Gabinete de Crise em regime de plantão permanente, a fim de que as garantias profissionais junto aos tribunais e órgãos públicos fossem mantidas, e também para fixar as necessárias medidas de prevenção ao contágio. Mas, a transição tecnológica também prejudicou muitos advogados e advogadas, que precisavam do Judiciário para exercer a profissão. A transição tecnológica, que demoraria cinco ou 10 anos, foi feita em três meses. Foi um desafio muito grande aparelhar a Ordem com câmeras digitais, enfrentar uma rede de internet sem estabilidade, treinar advogados e advogadas nas diferentes plataformas dos tribunais, trabalhar na construção de uma legislação onde a opção pelo meio digital ficasse a cargo do advogado. Ao final, considero que conseguimos, na média, superar esse momento difícil com bastante eficácia. Hoje, é possível colocar quase 3 mil advogados e advogadas trabalhando ao mesmo tempo em nossa estrutura, distribuída por todo o estado.

Fonte: OAB Nacional

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Conselho Federal esclarece inclusão de novos conteúdos no 38º Exame de Ordem

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Conforme previsto em Provimento aprovado pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB), o 38º Exame de Ordem Unificado (EOU) terá a inclusão de três áreas na avaliação: Direito Eleitoral, Financeiro e Previdenciário. O total de questões da primeira fase permanecerá o mesmo, 80. Contudo, as áreas de Direito Administrativo, Direito Civil, Processo Civil e Direito Empresarial terão 1 questão a menos, cada, a fim de incluir duas questões de cada um dos novos conteúdos inseridos na prova.

O aperfeiçoamento do EOU tem sido alvo de reuniões recorrentes entre o presidente da Comissão Nacional de Exame de Ordem do Conselho Federal, Marco Aurélio de Lima Choy, o presidente da Coordenação Nacional do Exame de Ordem Unificado, Celso Barros Coelho Neto, e a Fundação Getulio Vargas, responsável pela aplicação da prova.

O presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti, explica que a atuação da entidade para a melhoria dos cursos de direito e para incremento da avaliação se pauta pela responsabilidade em fornecer à sociedade profissionais habilitados a exercerem a advocacia. “Nossa gestão luta, diuturnamente, pela modernização do ensino jurídico brasileiro, sem dispor de sua qualidade, eficiência e superioridade técnico-científica. Esse é o nosso desafio e o nosso compromisso”, afirma.

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O professor Choy reforça a importância da avaliação para a sociedade brasileira e para o mercado de trabalho. “O Exame de Ordem tem de refletir as demandas atuais do exercício da advocacia. Há uma necessidade constante de atualização da prova em relação aos conteúdos desenvolvidos nas Faculdades de Direito e a sua observância no âmbito das Diretrizes Curriculares Nacionais”, explica. Choy ressalta, ainda, o trabalho realizado pela Fundação Getulio Vargas na organização da terceira maior prova do país.

O Coordenador do Exame, Celso Barros, por sua vez, explica que a introdução de novos conteúdos na prova contempla o anseio de professores e Instituições de Ensino Superior e, principalmente, da Sociedade Brasileira. “Na atualidade, é imprescindível o conteúdo de Direito Eleitoral, Direito Previdenciário e Direito Financeiro para atuação de advogados e advogadas. São áreas que ganharam muita importância nos últimos anos e demandam conhecimentos específicos”, justifica.

Fonte: OAB Nacional

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