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Maior entidade da sociedade civil brasileira, OAB completa 92 anos de história

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Há 92 anos, por força de lei, foi criada a Ordem dos Advogados do Brasil. Desde então, a  entidade esteve presente nos principais momentos históricos do país. Por meio de atuação direta, reflexão interna e contribuição de integrantes para a formação intelectual do Brasil, ou pela ponderação a respeito das conjunturas, a OAB se mostrou uma instituição imprescindível para a construção da nação. 

O art. 17 do Decreto n.º 19.408, de 18 de novembro de 1930, assinado por Getulio Vargas, chefe do Governo Provisório, e referendado pelo ministro da Justiça Osvaldo Aranha, criou a OAB. O êxito da iniciativa foi, segundo o então procurador-geral do Distrito Federal e personagem central da criação da Ordem, André de Faria Pereira, um “milagre”. 

De início, estava ligada ao Instituto dos Advogados do Brasil (IAB) e tinha em vista a necessidade de modificar a organização da Corte de Apelação, visando à normalização dos dos serviços depois da Revolução de 1930 e ao aumento da produtividade de seus julgamentos.

Com a construção da entidade e andamento das atividades, a OAB ganhou autonomia e relevância. Parte dessa história foi registrada em imagens e está marcada também em locais que guardam as memórias do Conselho Federal e, portanto, da maior entidade da sociedade civil do país. Selecionamos algumas imagens de lugares e momentos emblemáticos da trajetória da Ordem dos Advogados.  

1. Sede do Instituto dos Advogados Brasileiros (1933)

O CFOAB funcionou primeiramente no prédio do IAB. A primeira sessão preparatória foi feita em 6 de março de 1933 e, em 9 de março, na segunda sessão, foi eleita a diretoria, sendo aclamados Levi Carneiro para a Presidência e Attílio Vivácqua para a Secretaria-Geral. O edifício era o Silogeu, no Rio de Janeiro. Ali também funcionavam a Academia de Letras, a de Medicina e o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. O prédio data de 1905, localizado na esquina das avenidas Augusto Severo e Teixeira de Freitas. No contexto das transformações urbanísticas da época, diversas habitações foram demolidas. A demolição do Silogeu ocorreu em partes e foi concluída em 1972.

2. Mesa que ficava na OAB-RJ, na data do atentado à bomba

O Museu Histórico do Conselho Federal, em Brasília, abriga a mesa na qual explodiu a bomba contra a sede da OAB-RJ, onde funcionava também o Conselho Federal. O atentado resultou na morte da secretária da entidade, Lyda Monteiro da Silva Tânia Rêgo. Ela foi assassinada em 27 de agosto de 1980, às 13h40, por agentes do Centro de Informação do Exército (CIE), ao abrir uma carta-bomba, conforme identificou a Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro (CEV-Rio), vinculada ao governo do estado, em 2015. A correspondência era endereçada ao então presidente Eduardo Seabra Fagundes, mas foi aberta por Lyda, secretária dele. Na época, a OAB denunciava desaparecimentos e torturas de perseguidos e presos políticos.

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3. A primeira sede própria da OAB, já em Brasília

As primeiras manifestações sobre a transferência da sede do Conselho Federal para Brasília geraram muitas divergências. Em debates sobre o assunto, em 1959, o Conselho aprovou parecer do presidente Alcino Salazar, contrário à transferência das sedes do Supremo Tribunal Federal e dos altos tribunais do país por não haver condições básicas de instalação e funcionamento dos órgãos do Poder Judiciário na futura capital da República. 

No decorrer da década de 1970, mesmo com a consolidação da nova capital e apesar do Estatuto que regia a entidade (Lei 4.215/63) determinar que a transferência se desse tão logo os tribunais superiores estivessem funcionando em Brasília, a sede do Conselho Federal da OAB permaneceu instalada no Rio de Janeiro. O primeiro passo para a transferência definitiva ocorreu no início da década de 1980. O conselheiro Mário Júlio Pereira da Silva foi designado pelo Conselho Pleno para elaborar um parecer sobre projeto de lei sobre alteração dos dispositivos do Estatuto dos Advogados, que tramitava na Câmara dos Deputados, de autoria do deputado Nilson Gibson. A tarefa representou o ponto de partida para a criação de uma Assessoria Especial do Conselho Federal no Distrito Federal. 

4. Projeto de Oscar Niemeyer para a sede atual do Conselho Federal

O projeto de Oscar Niemeyer para a sede atual do Conselho Federal, com a mensagem escrita à mão pelo arquiteto em fevereiro de 1999: “Prezado Reginaldo, esta é a solução que propomos, simples, leve e pura como deve ser a arquitetura”. Desde a criação, a OAB alcançou relevância pela atuação política em defesa dos interesses e direitos da sociedade civil. Com isso, a entidade cresceu, não só em número de advogados credenciados, mas também em termos de espaço ocupado. Foi preciso, no decorrer do tempo, um local mais amplo. Uma entidade com expressivo poder de atuação no cotidiano brasileiro necessitava de uma sede própria, instalada em edifício exclusivo.

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O sonho começou a ser concretizado em 1° de fevereiro de 1998. Naquele dia, o Conselho Pleno autorizou o arquiteto Oscar Niemeyer a projetar um novo edifício, que começou a ser construído em dezembro de 1999, sob a presidência de Reginaldo Oscar de Castro.

5. A construção da nova sede

Presidente da OAB Nacional de fevereiro de 1998 a janeiro de 2001, Reginaldo Oscar de Castro foi o responsável pela construção da nova sede, desenhada pelo arquiteto que projetou os principais prédios da capital da República, Oscar Niemeyer.

6. A fachada da sede

A fachada da sede do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, em Brasília, com o monumento criado por Oscar Niemeyer. 

7. Reforma do piso

A reforma do piso ocorreu em meados dos anos 2000, para a retirada do espelho d’água à frente das duas sedes próprias da OAB Nacional em Brasília, lado a lado, com o fim de melhorar a estrutura dos prédios, bem como a mobilidade e acessibilidade.

8. Museu Histórico do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil

A sede do Conselho Federal, em Brasília, abriga o Museu Histórico do CFOAB. Inaugurado em 2003, o espaço tem um acervo composto por documentos, objetos e fotos que registram a história da advocacia brasileira. Entre as curiosidades estão a petição original do impeachment do ex-presidente Collor e o exemplar do habeas corpus impetrado pelo jurista Sobral Pinto em favor do líder comunista Harry Berger em 1937.

9. Auditório da antiga sede da OAB

Durante a Conferência de Belém, em 1986, veio a decisão de efetivar a mudança. Em 15 de setembro de 1986, após anos de resistência, o Conselho Federal da OAB foi transferido para Brasília, sob a condução determinada do presidente Hermann Assis Baeta e funcionou, primeiramente, na sede da OAB-DF. O lançamento da pedra fundamental da Casa do Advogado, na praça dos Tribunais Superiores, que iria servir de nova sede, ocorreu a 17 de fevereiro de 1987. Hermann Assis Baeta proferiu eloquente discurso, afirmando que a transferência do Conselho iria contribuir para a rápida democratização da sociedade brasileira, além de viabilizar o acompanhamento mais incisivo dos trabalhos da Assembléia Constituinte.

Fonte: OAB Nacional

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Conselho Federal esclarece inclusão de novos conteúdos no 38º Exame de Ordem

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Conforme previsto em Provimento aprovado pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB), o 38º Exame de Ordem Unificado (EOU) terá a inclusão de três áreas na avaliação: Direito Eleitoral, Financeiro e Previdenciário. O total de questões da primeira fase permanecerá o mesmo, 80. Contudo, as áreas de Direito Administrativo, Direito Civil, Processo Civil e Direito Empresarial terão 1 questão a menos, cada, a fim de incluir duas questões de cada um dos novos conteúdos inseridos na prova.

O aperfeiçoamento do EOU tem sido alvo de reuniões recorrentes entre o presidente da Comissão Nacional de Exame de Ordem do Conselho Federal, Marco Aurélio de Lima Choy, o presidente da Coordenação Nacional do Exame de Ordem Unificado, Celso Barros Coelho Neto, e a Fundação Getulio Vargas, responsável pela aplicação da prova.

O presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti, explica que a atuação da entidade para a melhoria dos cursos de direito e para incremento da avaliação se pauta pela responsabilidade em fornecer à sociedade profissionais habilitados a exercerem a advocacia. “Nossa gestão luta, diuturnamente, pela modernização do ensino jurídico brasileiro, sem dispor de sua qualidade, eficiência e superioridade técnico-científica. Esse é o nosso desafio e o nosso compromisso”, afirma.

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O professor Choy reforça a importância da avaliação para a sociedade brasileira e para o mercado de trabalho. “O Exame de Ordem tem de refletir as demandas atuais do exercício da advocacia. Há uma necessidade constante de atualização da prova em relação aos conteúdos desenvolvidos nas Faculdades de Direito e a sua observância no âmbito das Diretrizes Curriculares Nacionais”, explica. Choy ressalta, ainda, o trabalho realizado pela Fundação Getulio Vargas na organização da terceira maior prova do país.

O Coordenador do Exame, Celso Barros, por sua vez, explica que a introdução de novos conteúdos na prova contempla o anseio de professores e Instituições de Ensino Superior e, principalmente, da Sociedade Brasileira. “Na atualidade, é imprescindível o conteúdo de Direito Eleitoral, Direito Previdenciário e Direito Financeiro para atuação de advogados e advogadas. São áreas que ganharam muita importância nos últimos anos e demandam conhecimentos específicos”, justifica.

Fonte: OAB Nacional

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