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ESA Nacional debate o papel da advocacia no campo do Direito dos Desastres

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A Escola Superior de Advocacia Nacional (ESA Nacional) realizou na noite desta segunda-feira (10/10) mais uma edição da série ESA ao Vivo. A vice-diretora da ESA Nacional, Luciana Gluck Paul, recebeu as professoras Karina Denari e Thais Temer para uma conversa sobre o tema “O papel da Advocacia no campo do Direito dos Desastres”. Luciana aproveitou a ocasião para anunciar o lançamento de um novo curso livre da ESA Nacional que tratará do mesmo tema debatido nesta edição.

“Temos um campo muito fértil de atuação e descobertas, apesar de já haver muitos trabalhos e pesquisa. Precisamos evoluir muito e conscientizar a população brasileira, a advocacia e os operadores do direito a trabalhar com o direito dos desastres, questão tão delicada. Quando falamos no direito dos desastres, falamos muitas vezes de vidas perdidas, de traumas e danos. Precisamos difundir, aprofundar e cada vez mais melhorar esse campo de atuação profissional e ajudar a prevenir esses casos”, declarou Luciana.

Karina explicou como conceituar essa área do direito que trata dos desastres a partir do contexto dos riscos, de mudança climática e das questões ambientais. “Esse campo vem crescendo junto com uma mobilização internacional que envolve uma série de atores. Também vemos esse crescimento no âmbito da advocacia brasileira. Por muito tempo, pensou-se que o Brasil estava imune a desastres naturais. Porém, o Brasil passou e tem passado por fenômenos de ordem natural que geram desastres. O desastre consiste não só na perturbação da ordem natural, mas também pela interação dessa perturbação com a ordem social. Por isso, o direito tem um papel tão importante na regulação dos desastres”, disse Karina, que citou o aumento de casos de desastres que envolvem exploração econômica.

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Thais lamentou o cenário atual em que o número de desastres cresce. Segundo ela, nesse contexto, entra em discussão a autonomia desse segmento jurídico. “Discutir isso é importante por diversos motivos, tanto operacionais e práticos, quanto motivos simbólicos. É importante solidificar um arcabouço que seja claro e organizado em relação aos diferentes atores – advocacia e pessoas atingidas – para saber a quem eles podem recorrer num momento de emergência e para guiar as ações necessárias e mobilização em termos de prevenção. Por mais que o direito seja influenciado, construído e alterado a cada novo fato, trabalhar em cima desses aprendizados é muito importante para aumentar a capacidade de reação e resiliência quando da ocorrência de um desastre”, afirmou a professora.

O ESA ao vivo é um projeto promovido pela ESA Nacional, com o objetivo de produzir conteúdo de qualidade de forma descontraída e objetiva. No projeto, são realizadas diversas transmissões ao vivo, pelo YouTube e Instagram, com temas atuais e de interesse prático para a advocacia.

Fonte: OAB Nacional

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JURÍDICO

Conselho Federal esclarece inclusão de novos conteúdos no 38º Exame de Ordem

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Conforme previsto em Provimento aprovado pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB), o 38º Exame de Ordem Unificado (EOU) terá a inclusão de três áreas na avaliação: Direito Eleitoral, Financeiro e Previdenciário. O total de questões da primeira fase permanecerá o mesmo, 80. Contudo, as áreas de Direito Administrativo, Direito Civil, Processo Civil e Direito Empresarial terão 1 questão a menos, cada, a fim de incluir duas questões de cada um dos novos conteúdos inseridos na prova.

O aperfeiçoamento do EOU tem sido alvo de reuniões recorrentes entre o presidente da Comissão Nacional de Exame de Ordem do Conselho Federal, Marco Aurélio de Lima Choy, o presidente da Coordenação Nacional do Exame de Ordem Unificado, Celso Barros Coelho Neto, e a Fundação Getulio Vargas, responsável pela aplicação da prova.

O presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti, explica que a atuação da entidade para a melhoria dos cursos de direito e para incremento da avaliação se pauta pela responsabilidade em fornecer à sociedade profissionais habilitados a exercerem a advocacia. “Nossa gestão luta, diuturnamente, pela modernização do ensino jurídico brasileiro, sem dispor de sua qualidade, eficiência e superioridade técnico-científica. Esse é o nosso desafio e o nosso compromisso”, afirma.

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O professor Choy reforça a importância da avaliação para a sociedade brasileira e para o mercado de trabalho. “O Exame de Ordem tem de refletir as demandas atuais do exercício da advocacia. Há uma necessidade constante de atualização da prova em relação aos conteúdos desenvolvidos nas Faculdades de Direito e a sua observância no âmbito das Diretrizes Curriculares Nacionais”, explica. Choy ressalta, ainda, o trabalho realizado pela Fundação Getulio Vargas na organização da terceira maior prova do país.

O Coordenador do Exame, Celso Barros, por sua vez, explica que a introdução de novos conteúdos na prova contempla o anseio de professores e Instituições de Ensino Superior e, principalmente, da Sociedade Brasileira. “Na atualidade, é imprescindível o conteúdo de Direito Eleitoral, Direito Previdenciário e Direito Financeiro para atuação de advogados e advogadas. São áreas que ganharam muita importância nos últimos anos e demandam conhecimentos específicos”, justifica.

Fonte: OAB Nacional

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