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Aprimorar digitalização dos processos é a meta do presidente da OAB-ES

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Presidente reeleito da OAB do Espírito Santo, José Carlos Rizk Filho pretende manter o legado histórico da seccional, mas também levá-la a outro patamar da modernidade. Assim, totalizar a digitalização dos processos do estado e manter uma atuação aguerrida como entidade com a qual a sociedade pode contar são seus objetivos. 

“A nossa meta em nível estadual é o aprimoramento do processo eletrônico, já que no Espírito Santo a digitalização ainda não é uma realidade”, diz Rizk Filho, acrescentando que a OAB-ES se uniu ao Tribunal de Justiça para enfrentar o problema. Atualmente, o sistema local é híbrido: o juizado especial é eletrônico, a execução fiscal também, mas a maioria dos processos estaduais é física.

Nas pautas da gestão estão a luta constante contra o vilipêndio das garantias e a interiorização dos serviços da OAB. “É uma organização que nunca se limitou e não vai se limitar a um conselho de classe, mas coloca também energia no combate às agruras que a sociedade passa e no diálogo com demais entes”, afirma.

O advogado é formado pela Faculdade de Direito de Vitória (FDV), professor da graduação e pós-graduação em direito e processo do trabalho e especialista lato sensu em direito do trabalho e previdenciário pela Consultime/Unives.

Confira a íntegra da entrevista. 

CFOAB – Qual será o foco da sua gestão?

José Carlos Rizk Filho – Olhar para a advocacia e para o cidadão. Temos essa marca de fazer a representatividade da nossa classe, sempre em diálogo com os poderes instituídos. E a nossa meta em nível estadual é aprimorar o processo eletrônico, já que no Espírito Santo a digitalização ainda não é uma realidade. Estamos ombreados com o Tribunal de Justiça para fazer com que haja essa evolução. 

CFOAB – Qual a importância da OAB para a advocacia?

José Carlos Rizk Filho – A importância da Ordem para a advocacia é traduzir os anseios da nossa classe aos poderes instituídos. A nossa entidade é a maior de representatividade civil no Brasil e ela tem esse poder de conseguir aglutinar e transformar os anseios em face dos Poderes Judiciário, Executivo e Legislativo, traduzindo tanto o que a advocacia quer, quanto o que a sociedade quer. 

CFOAB – Qual a importância da OAB na sua vida?

José Carlos Rizk Filho – Ela se revela essencial, na medida em que eu tive a honra de ser o representante máximo da OAB do meu estado. É um cargo que me enche de orgulho, de esperança e de responsabilidade. Nesse sentido, a importância da Ordem na minha vida é diária, diuturna, devido ao grau de responsabilidade que temos em todas as nossas falas e atos no cumprimento dessa tarefa. 

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CFOAB – Pode contar um pouco da sua história com a advocacia, de onde surgiu o interesse?

José Carlos Rizk Filho – O interesse vem de família. Eu sou filho de advogados, a carteira da OAB do meu pai é 1.665 e a da minha mãe é 13.311. Ele começou a vida como advogado com cerca de 20 anos, e depois foi ao quinto do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) do Espírito Santo. E a minha mãe também é advogada. Esse interesse pela advocacia surge em casa. E meu pai foi preso na ditadura, sempre esteve envolvido nas questões de liberdade de expressão, de direitos civis. 

CFOAB – Em entrevista por ocasião da celebração dos 90 anos da OAB-ES este ano, o senhor mencionou que um tema caro à OAB-ES é o acesso ao Poder Judiciário. Pode comentar?

José Carlos Rizk Filho – No Espírito Santo, teve um projeto de extinção de 27 fóruns do estado, o que representa um terço do que temos. Conseguimos sustar a medida no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e, ao final, ter uma procedência parcial. E, agora, com o presidente novo, temos a esperança do abandono completo deste projeto de extinção de comarcas. E foi um pleito muito importante da OAB e dos cidadãos do Espírito Santo. Eu me vi acompanhado pelas igrejas, pelos senadores, pelos deputados estaduais e federais, pela Assembleia Legislativa, contra essa extinção que o Tribunal outrora tinha interesse em fazer. Hoje, temos um presidente firme lá no Tribunal que se dedica a rever esse projeto. 

CFOAB – O senhor já comentou que um dos papéis da OAB-ES é fazer com que os jovens advogados não desistam da profissão diante das primeiras dificuldades. Qual é a solução?

José Carlos Rizk Filho – A proposta da Ordem que a gente executa aqui é preparar o advogado para o mercado. Isso quer dizer que, ao integrar as comissões, fazendo parte ativamente da OAB, ele, além de ter a oportunidade de ter cursos técnicos de alto nível, pode se qualificar para realizar um network importante para a vida prática. A Ordem é uma grande casa de voluntários que se coloca à disposição do jovem advogado, para essa troca tão rica de experiências. No projeto Meu Primeiro Cliente, recebemos advogados jovens sem escritório próprio e os colocamos em escritórios de destaque no Espírito Santo, para uma experiência de um mês remunerada. 

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CFOAB – Outra proposta que o senhor já mencionou em entrevista é a de interiorização. Como o senhor entende que deve funcionar esse projeto?

José Carlos Rizk Filho– Sobre a interiorização, nos últimos três anos a gente abriu mais de 20 salas de atendimento para a nossa classe. E eu vou te dar um exemplo de uma cidade muito pequena aqui no Espírito Santo chamada Muqui. É uma cidade que deve ter cerca de 15 a 20 advogados. Temos levado a OAB para lá com impressoras, estrutura, tanto para o advogado da cidade, quanto para o advogado de fora. E também entra nessa questão da interiorização a nossa luta contra a extinção de fóruns de que falei.

CFOAB – Por fim, poderia falar um pouco sobre como é gerir a OAB num momento de pandemia, agora de transição para a normalidade?

José Carlos Rizk Filho – A gestão da OAB-ES na pandemia foi algo muito, muito difícil. Na verdade, as pautas, os projetos todos do processo eleitoral de 2018 foram deixados para mais para frente, pois novos desafios apareceram. Foi a necessidade da advocacia de acessar os fóruns, os processos físicos, os alvarás, os desafios foram muitos. E marinheiro bom se faz na tempestade. Foi o que a gente enfrentou e acho que fizemos um bom trabalho, tendo em vista, inclusive, a reeleição. Nós temos o sentimento, neste momento, de superação, ou seja, a pandemia está ficando para trás, já podemos ver a abertura dos ambientes, a desobrigação do uso de máscaras, as UTIs com baixa ocupação, e a nossa expectativa é que a vida volte ao que era antes.

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Conselho Federal esclarece inclusão de novos conteúdos no 38º Exame de Ordem

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Conforme previsto em Provimento aprovado pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB), o 38º Exame de Ordem Unificado (EOU) terá a inclusão de três áreas na avaliação: Direito Eleitoral, Financeiro e Previdenciário. O total de questões da primeira fase permanecerá o mesmo, 80. Contudo, as áreas de Direito Administrativo, Direito Civil, Processo Civil e Direito Empresarial terão 1 questão a menos, cada, a fim de incluir duas questões de cada um dos novos conteúdos inseridos na prova.

O aperfeiçoamento do EOU tem sido alvo de reuniões recorrentes entre o presidente da Comissão Nacional de Exame de Ordem do Conselho Federal, Marco Aurélio de Lima Choy, o presidente da Coordenação Nacional do Exame de Ordem Unificado, Celso Barros Coelho Neto, e a Fundação Getulio Vargas, responsável pela aplicação da prova.

O presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti, explica que a atuação da entidade para a melhoria dos cursos de direito e para incremento da avaliação se pauta pela responsabilidade em fornecer à sociedade profissionais habilitados a exercerem a advocacia. “Nossa gestão luta, diuturnamente, pela modernização do ensino jurídico brasileiro, sem dispor de sua qualidade, eficiência e superioridade técnico-científica. Esse é o nosso desafio e o nosso compromisso”, afirma.

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O professor Choy reforça a importância da avaliação para a sociedade brasileira e para o mercado de trabalho. “O Exame de Ordem tem de refletir as demandas atuais do exercício da advocacia. Há uma necessidade constante de atualização da prova em relação aos conteúdos desenvolvidos nas Faculdades de Direito e a sua observância no âmbito das Diretrizes Curriculares Nacionais”, explica. Choy ressalta, ainda, o trabalho realizado pela Fundação Getulio Vargas na organização da terceira maior prova do país.

O Coordenador do Exame, Celso Barros, por sua vez, explica que a introdução de novos conteúdos na prova contempla o anseio de professores e Instituições de Ensino Superior e, principalmente, da Sociedade Brasileira. “Na atualidade, é imprescindível o conteúdo de Direito Eleitoral, Direito Previdenciário e Direito Financeiro para atuação de advogados e advogadas. São áreas que ganharam muita importância nos últimos anos e demandam conhecimentos específicos”, justifica.

Fonte: OAB Nacional

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