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Várzea Grande vacina idosos em casa e analisa ampliar leitos e encampar hospital
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5 anos agoon
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infocoweb
Em busca de soluções para o enfrentamento a COVID 19, Várzea Grande, já adota uma série de medidas para atender a demanda crescente, começou neste final de semana (sábado e domingo) a promover a vacinação daqueles pacientes idosos acamados ou com dificuldades de locomoção diretamente em suas residências e transformou a UPA IPASE temporariamente em referência para COVID.
Além disto está sendo planejado e executado pela Secretária Municipal de Saúde a transferência dos serviços da rede cegonha aonde são realizados os partos e cesarianas para uma unidade de Saúde e reforçar o atendimento de COVID 19 no Hospital Pronto Socorro Municipal.
“Estamos analisando e preparando uma série de medidas para o enfrentamento da COVID 19, neste momento de esgotamento total dos leitos públicos e privados”, disse o secretário de Saúde de Várzea Grande, Gonçalo Barros frisando que mantém conversações avançadas com o Governo do Estado, através do governador Mauro Mendes, com a Assembleia Legislativa, através do 1º secretário, deputado Eduardo Botelho e um grupo de médicos proprietários do Hospital São Lucas em Várzea Grande que pode ser encampado pela parceria Governo de Mato Grosso e Prefeitura de Várzea Grande inserindo o mesmo no SUS – Sistema Único de Saúde e abrindo novas vagas.
Essas transformações visam desafogar o Hospital Pronto Socorro Municipal e a UPA Cristo Rei, as duas outras unidades de urgência e emergência que fazem o primeiro atendimento aos pacientes, estabilizam os mesmos e promovem a transferência deles para as demais unidades referência, o Hospital Metropolitano, a Santa Casa de Misericórdia, o antigo Pronto Socorro de Cuiabá, Hospital São Benedito, o HMC e o Hospital Júlio Muller.
Ficando exclusivamente para COVID 19, Várzea Grande, disponibiliza 30 leitos somente para estes casos e já foi aberta com lotação, pois recebeu os pacientes das outras unidades.
No tocante a vacinação para acamados, entre sábado e domingo foram visitadas 61 pessoas vacinadas e acompanhadas por equipes de enfermeiros da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, sendo que até o momento já são 215 idosos inscritos que desejam receber vacina contra a COVID e que não puderam ir ao Centro Universitário de Várzea Grande – UNIVAG para receber a imunização, seja em drive thru ou na Clínica Médica.
No atendimento de primeira dose para aqueles idosos com 75 anos ou mais realizados na sexta-feira, 05 de março foram vacinadas 911 pessoas que somados ao vacinados no sábado e domingo atingiu-se a marca de 972 imunizados
“Nossa missão é imunizar o maior número de pessoas possíveis o quanto antes para que, segundo cientistas e médicos, nossa população possa adquirir a imunidade de rebanho, por isso, todos os esforços e dedicação neste momento em que a pandemia ganha força e o aumento considerável de casos e óbitos’, disse o prefeito Kalil Baracat.
Ele frisou que Várzea Grande está, dentro da lei e da ordem, procurando soluções mais eficientes e duradouras para enfrentar a pandemia, já que a vacina depende de uma série de decisões que são de competência do Governo Federal que prefere centralizar, tanto as aquisições como a distribuição das vacinas.
“Já tentamos adquirir diretamente de laboratórios internacionais, que admitem vender, mas com a entrega diretamente ao Ministério da Saúde”, explicou o prefeito que vê com bons olhos a filiação de Várzea Grande no consórcio nacional de prefeituras da Frente Nacional de Prefeitos – FNP que está tentando adquirir vacinas internacionais, mas encontram as mesmas dificuldades que nós.
O secretário de Saúde, Gonçalo Barros, que acompanhou as vacinações em residências neste final de semana e traçou com técnicos e médicos a estratégia de transformar a UPA IPASE em referência para COVID, lembrou que mesmo estando Várzea Grande antecipada na imunização dos idosos de 75 anos, sinalizou que a ordem é não deixar ninguém para trás, portanto, se alguém com 75 anos ou mais anos, não foi vacinado que procure as unidades mais próximas ou promovam o cadastro no site oficial de Várzea Grande, pelo endereço www.varzeagrande.mt.gov.br na aba IMUNIZAÇÃO VÄRZEA GRANDE – CADASTRO PARA VACINA COVID 19, que terão suas inscrições confirmadas e os mesmos convocados, desde que cumpram as exigências do Plano Nacional de Imunização do Ministério da Saúde.
“Estamos em uma luta constante pela vida das pessoas contra uma doença desconhecida e que tem vários caminhos, portanto, todo e qualquer esforço é bem vindo no sentido de preservar as vidas humanas que se encontram em risco”, disse o secretário de Saúde que é favorável as medidas adotadas pelo Governo do Estado e as Prefeituras Municipais para conter a propagação da COVID.
“O papel dos gestores públicos é encontrar solução para o enfrentamento da doença e o papel da população é ajudar, não aglomerando, mantendo o distanciamento, usando máscara, álcool em gel e outras medidas de biossegurança e higienização segura. Temos todos, que compreender que juntos podemos enfrentar a pandemia e descobrir soluções, mas se todos não caminharem em um único sentido, não iremos conseguir enfrentar as adversidades”, asseverou o secretário.
Gonçalo Barros frisou ainda ser necessária toda uma logística para vacinação seja ela em drive thru, na Clínica de UNIVAG, que é parceria de Várzea Grande ou agora com as visitas in loco para atender todas as demandas e demonstrou satisfação por ter no sábado vacinado duas mulheres, uma com 104 anos de idade e outra com 106 anos, uma vitória da vida e a esperança de que a vacina possa controlar a pandemia em definitivo, juntamente com as medidas que cada pessoa consciente puder adotar em prol de si mesmo e daqueles com quem convive diariamente.
“Envolvemos a questão da segurança com a Guarda Municipal, o acondicionamento das vacinas, a separação das doses para que a primeira seja aplicada e a segunda guardada e também outras medidas para atender a ordem do prefeito Kalil Baracat para que ninguém fique sem atendimento médico e sem medicamentos enquanto não pudermos distribuir vacina para todas as pessoas”, explicou o titular da Saúde Pública de Várzea Grande.
Na terça-feira, 09 de março, começa na Clínica Médica da UNIVAG, a segunda dose daqueles que foram imunizados no dia 13 de fevereiro com a vacina CoronaVac, sinalizando que entre a primeira e a segunda dose desta vacina são de 14 a 28 dias. Já para os que foram vacinados com a Oxford/AstraZeneca o período entre a primeira e a segunda dose são de 90 dias, sendo que em Várzea Grande, quando ofertada a primeira dose, imediatamente a segunda dose já é estocada em local seguro, refrigerado, como as regras e com segurança para que nem a validade e nem o prazo de aplicação sejam perdidos.
“Podem estar certos e convictos de que tudo que estiver ao nosso alcance será realizado pelo bem estar de nossa gente e de nossa Várzea Grande. Acredito que todos querem o mesmo que eu, vencer este obstáculo e voltarmos a ter a vida dentro da normalidade”, disse o prefeito Kalil Baracat.
Acompanhei uma calorosa conversa entre o sócio de uma auto peças de máquinas agrícolas e o seu amigo, proprietário de um supermercado, descendo o porrete no agronegócio, numa ensolarada tarde de segunda feira.
No tempo em que fiquei no balcão esperando o vendedor finalizar o orçamento das peças, passei a refletir sobre o posicionamento dos dois empresários, se oriunda da desinformação, da ideologia ou do vício de reclamar da vida por reclamar!!!
O contraditório era latente… os clientes dos dois comerciantes, em sua maioria são produtores rurais, especialmente o de peças de máquinas agrícolas. Por outro lado, o atacadista de alimentos, o seu negócio é compra e venda de produtos da agroindústria.
Olhava para um, depois para o outro, e fiquei pensando… como é possível, dois empresários do agronegócio, desqualificarem as suas atividades, denegrirem a si mesmos e jogarem contra o seu próprio negócio.
Num repente, esquecendo das orientações de não intrometer na conversa dos outros, pedi licença aos dois e perguntei se tinham conhecimento do conceito do agronegócio. No embalo da resposta, burburejaram uma avalanche de adjetivos pejorativos aos produtores rurais, entre eles: criminosos, poluidores, devastadores do meio ambiente… etc etc etc
Enquanto eles falavam freneticamente reforçando as suas convicções desacerbadas, demonizando o setor, rapidamente busquei no google o conceito do agronegócio na Wikipédia (a enciclopédia livre), e, solicitei para um deles ler.
E assim iniciou a leitura: “O agronegócio representa qualquer operação do ciclo da agricultura e da pecuária, o que engloba a produção, os serviços financeiros, de transporte, marketing, seguros, bolsas de mercadoria.”
Percebi que os dois já acenderam o sinal vermelho. Solicitei que continuasse a ler, e assim o fez: “O agronegócio é dividido em três partes. A primeira é representada pela indústria e comércio, como por exemplo, os fabricantes de fertilizantes, defensivos químicos, equipamentos, bancos e financeiras. A segunda parte trata dos negócios agropecuários propriamente ditos, representados pelos produtores rurais, sejam eles pequenos, médios ou grandes, constituídos na forma de pessoas físicas (fazendeiros ou camponeses) ou de pessoas jurídicas. E na terceira parte encontram-se as atividades de compra, transporte, beneficiamento e venda dos produtos agropecuários até o consumidor final. Enquadram-se, nesta definição, os frigoríficos, as indústrias têxteis e calçadistas, empacotadores, supermercados e distribuidores de alimentos.”
Ao terminar a leitura do conceito da palavra agronegócio (agribusiness), originária no ano de 1955, nos EUA, pelos pesquisadores da Universidade de Harvard, John Davis e Ray Goldberg, os dois empresários demonstraram certa surpresa misturada com desconforto. Sabe aquela reação quando é pego de calça curta. Pois é. Não precisei falar nada.
Poderia ter enumerado todas as conquistas do agronegócio brasileiro, desde dos anos em que o Brasil era dependente da produção de alimentos de outros países até se transformar em líder mundial de produção.
Poderia relatar a importância do agronegócio no crescimento e estabilidade econômica do País, no aumento de produção a cada safra, da responsabilidade socioambiental e sustentabilidade, da brilhante participação dos dois no agronegócio.
Poderia… Enfim, não foi necessário. A ficha caiu.
Essa triste realidade que infelizmente deparamos no dia a dia, foi cientificamente comprovado através da pesquisa realizada no final do ano de 2022, pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), idealizadora do Movimento “Todos a Uma só Voz”, revelando que 33% das pessoas, com idade de 30 a 59 anos, tem uma percepção negativa da atividade do agronegócio, nos temas relevantes como: preservação do meio ambiente, sustentabilidade e combate à fome. Na faixa etária de 15 a 29 anos, fica pior, o índice sobe para 51%.
A desinformação ou as informações distorcidas de um setor que emprega, produz, alimenta seu povo e ajuda a alimentar o mundo devem ser combatidas. Há uma necessidade urgente de ações pontuais e eficientes, de propagação de matérias e reportagens consistentes, positivas, educativas, demonstrando a importância das atividades de toda a cadeia produtiva do agronegócio.
No ano passado, também foi realizada uma outra pesquisa, essa com os Produtores Rurais, por uma equipe multidisciplinar de 15 especialistas e acadêmicos da ESALQ-USP, Fundação Dom Cabral e ESPM, onde constataram que 71% dos Produtores concordam que o agronegócio precisa divulgar mais sobre a sua atividade, o seu desenvolvimento e o seu futuro, a fim de ser mais valorizado pela população urbana.
Muitas instituições de classe de produtores e associações empresariais já colocaram nos seus planejamentos, investimentos para divulgar a verdadeira face do agronegócio para a sociedade brasileira e estrangeira.
Surge no horizonte o desafio em desconstruir a armadilha da desinformação.
Isan Oliveira de Rezende
Produtor Rural, Advogado, Engenheiro Agrônomo, Presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (FEAGRO MT), Presidente do Instituto do Agronegócio, Coordenador da Agricultura Familiar e Agronegócio na Associação de Bancos (ASBAN), membro da Câmara Especializada de Agronomia no CREA/MT e membro da Comissão do Agronegócio na OAB/MT.
Fonte: Isan Rezende
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