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Secretaria da Mulher é instrumento para difusão dos direitos e políticas sociais na capital

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A Prefeitura de Cuiabá – por meio da Secretaria Municipal da Mulher –  mediante amparo legal do decreto municipal de nº 7.185 de 21 de maio de 2019 do prefeito Emanuel Pinheiro, oferece todo suporte necessário para que transexuais possam fazer a retificação do registro de nascimento para inclusão do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero. O decreto regulamenta o uso do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero de travestis, mulheres transexuais e homens trans em todos os órgãos da administração pública.

Esse trabalho é desenvolvido em conjunto com o Coletivo de Mulheres Trans de Cuiabá.

As instruções são repassadas em atividades como rodas de conversa onde são informados sobre os caminhos que devem ser seguidos, custos dos processos e o direito do uso do nome social em todas as esferas, aceitação, troca de experiências, são temas abordados e apresentado para as participantes. Além da troca de experiências entre as participantes.

Foi num momento como esse, de troca de experiências entre esse público que Yannika de Castro Busnardo, 36 anos, descobriu a possibilidade de ser reconhecida como mulher trans. Ela conta que, antes de participar desse encontro da secretaria amigos diziam que ela teria que vender tudo que tinha para conseguir fazer a alteração da certidão de nascimento. “Fiquei abismada quando a equipe começou a falar o passo a passo e os valores. Meu Deus, se eu soubesse já teria feito isso muito antes, evitando dessa maneira muitos constrangimentos em ser chamado pelo nome no gênero masculino”, disse ela.

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“Mas foi na semana passada que meu sonho se tornou realidade. Hoje me sinto segura e bem mais auto confiante, pois sou chamada do nome que escolhi para minha vida. Desde os doze anos tive que me esconder por trás de um homem”, complementou Yannika.

A secretária municipal da Mulher, Luciana Zamproni, comemora cada avanço positivo com essas pessoas, o que nos motiva a continuar trabalhando em busca dos direitos dessa parcela da sociedade. “Todos somos iguais e devemos ser respeitados da mesma maneira. Cada um tem o livre arbítrio por escolher de que forma quer viver em sociedade. E o nosso papel enquanto agente público é esse. Facilitar os caminhos para que essas pessoas alcancem seus objetivos”, declarou a secretária.

Para a primeira-dama que apoia e incentiva os trabalhos desenvolvidos pela pasta, pondera o quão importante essa valorização desse público tão vitimizado pela sociedade cerceada de preconceito nos processos de cidadania e na oportunidade de emprego. “Esse é apenas um caso dentre tantos outros em que fazemos parte. Trabalharmos para modificar esta realidade e vamos dar atenção a todos as pessoas, independente de sexo, cor ou raça, que precisarem do poder público”, afirmou Márcia Pinheiro.

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SECRETARIA DA MULHER- A Secretaria Municipal da Mulher foi criada no dia 09 de janeiro, porém devidamente instituída no dia 08 de maio de 2020. Desde então tem atuado na missão nesse momento de enfrentamento a pandemia do coronavírus, em trabalhar para o fortalecimento das políticas públicas voltadas para o público feminino, principalmente no que tange aos casos de violência doméstica. 

“Estar à frente da inédita secretaria da Mulher é motivo de muito orgulho, pois vem para complementar o trabalho da gestão Emanuel Pinheiro que já vem sendo desempenhado em prol das mulheres cuiabanas, os quais têm a primeira-dama Márcia Pinheiro como principal articuladora na área e idealizadora de programas. Me sinto honrada”, concluiu Zamproni.

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A ARMADILHA DA DESINFORMAÇÃO

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Acompanhei uma calorosa conversa entre o sócio de uma auto peças de máquinas agrícolas e o seu amigo, proprietário de um supermercado, descendo o porrete no agronegócio, numa ensolarada tarde de segunda feira.

No tempo em que fiquei no balcão esperando o vendedor finalizar o orçamento das peças, passei a refletir sobre o posicionamento dos dois empresários, se oriunda da desinformação, da ideologia ou do vício de reclamar da vida por reclamar!!!

O contraditório era latente… os clientes dos dois comerciantes, em sua maioria são produtores rurais, especialmente o de peças de máquinas agrícolas. Por outro lado, o atacadista de alimentos, o seu negócio é compra e venda de produtos da agroindústria.

Olhava para um, depois para o outro, e fiquei pensando… como é possível, dois empresários do agronegócio, desqualificarem as suas atividades, denegrirem a si mesmos e jogarem contra o seu próprio negócio.

Num repente, esquecendo das orientações de não intrometer na conversa dos outros, pedi licença aos dois e perguntei se tinham conhecimento do conceito do agronegócio. No embalo da resposta, burburejaram uma avalanche de adjetivos pejorativos aos produtores rurais, entre eles: criminosos, poluidores, devastadores do meio ambiente… etc etc etc

Enquanto eles falavam freneticamente reforçando as suas convicções desacerbadas, demonizando o setor, rapidamente busquei no google o conceito do agronegócio na Wikipédia (a enciclopédia livre), e, solicitei para um deles ler.

E assim iniciou a leitura: “O agronegócio representa qualquer operação do ciclo da agricultura e da pecuária, o que engloba a produção, os serviços financeiros, de transporte, marketing, seguros, bolsas de mercadoria.”

Percebi que os dois já acenderam o sinal vermelho. Solicitei que continuasse a ler, e assim o fez: “O agronegócio é dividido em três partes. A primeira é representada pela indústria e comércio, como por exemplo, os fabricantes de fertilizantes, defensivos químicos, equipamentos, bancos e financeiras. A segunda parte trata dos negócios agropecuários propriamente ditos, representados pelos produtores rurais, sejam eles pequenos, médios ou grandes, constituídos na forma de pessoas físicas (fazendeiros ou camponeses) ou de pessoas jurídicas. E na terceira parte encontram-se as atividades de compra, transporte, beneficiamento e venda dos produtos agropecuários até o consumidor final. Enquadram-se, nesta definição, os frigoríficos, as indústrias têxteis e calçadistas, empacotadores, supermercados e distribuidores de alimentos.”

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Ao terminar a leitura do conceito da palavra agronegócio (agribusiness), originária no ano de 1955, nos EUA, pelos pesquisadores da Universidade de Harvard, John Davis e Ray Goldberg, os dois empresários demonstraram certa surpresa misturada com desconforto. Sabe aquela reação quando é pego de calça curta. Pois é. Não precisei falar nada.

Poderia ter enumerado todas as conquistas do agronegócio brasileiro, desde dos anos em que o Brasil era dependente da produção de alimentos de outros países até se transformar em líder mundial de produção.

Poderia relatar a importância do agronegócio no crescimento e estabilidade econômica do País, no aumento de produção a cada safra, da responsabilidade socioambiental e sustentabilidade, da brilhante participação dos dois no agronegócio.

Poderia… Enfim, não foi necessário. A ficha caiu.

Essa triste realidade que infelizmente deparamos no dia a dia, foi cientificamente comprovado através da pesquisa realizada no final do ano de 2022, pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), idealizadora do Movimento “Todos a Uma só Voz”, revelando que 33% das pessoas, com idade de 30 a 59 anos, tem uma percepção negativa da atividade do agronegócio, nos temas relevantes como: preservação do meio ambiente, sustentabilidade e combate à fome. Na faixa etária de 15 a 29 anos, fica pior, o índice sobe para 51%.

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A desinformação ou as informações distorcidas de um setor que emprega, produz, alimenta seu povo e ajuda a alimentar o mundo devem ser combatidas. Há uma necessidade urgente de ações pontuais e eficientes, de propagação de matérias e reportagens consistentes, positivas, educativas, demonstrando a importância das atividades de toda a cadeia produtiva do agronegócio.

No ano passado, também foi realizada uma outra pesquisa, essa com os Produtores Rurais, por uma equipe multidisciplinar de 15 especialistas e acadêmicos da ESALQ-USP, Fundação Dom Cabral e ESPM, onde constataram que 71% dos Produtores concordam que o agronegócio precisa divulgar mais sobre a sua atividade, o seu desenvolvimento e o seu futuro, a fim de ser mais valorizado pela população urbana.

Muitas instituições de classe de produtores e associações empresariais já colocaram nos seus planejamentos, investimentos para divulgar a verdadeira face do agronegócio para a sociedade brasileira e estrangeira.

Surge no horizonte o desafio em desconstruir a armadilha da desinformação.

 

Isan Oliveira de Rezende

Produtor Rural, Advogado, Engenheiro Agrônomo, Presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (FEAGRO MT), Presidente do Instituto do Agronegócio, Coordenador da Agricultura Familiar e Agronegócio na Associação de Bancos (ASBAN), membro da Câmara Especializada de Agronomia no CREA/MT e membro da Comissão do Agronegócio na OAB/MT.

Fonte: Isan Rezende

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