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PM desfez mais de 500 aglomerações no final de semana e dispersou 6.200 pessoas desde o início das medidas restritivas

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Durante o final de semana a Operação Dispersão IV, da Polícia Militar, levou às ruas um reforço de cerca de 700 policiais e 300 viaturas na fiscalização do cumprimento das medidas de restrição à circulação de pessoas nas ruas, funcionamento de estabelecimentos comerciais, entre outras previstas no decreto estadual 836/2021.

De acordo com dados da Superintendência de Planejamento Operacional e Estatísticas (Spoe-MT), entre a noite de sexta-feira (05.08) e a madrugada desta segunda-feira (08.03), foram desfeitas 507 aglomerações e 40 pessoas tiveram que ser conduzidas à delegacias. Quatorze delas por descumprir a restrição de circulação nas ruas, 22 por resistirem à orientação para não permanecer aglomeradas e quatro por descumprir o horário de fechamento de comércio.

Desde a última quarta-feira (03.03), quando começou a Operação Dispersão IV, a PM já desfez 1.300 aglomerações, dispersando mais de 6.200 pessoas. Essas situações resultaram em 130 conduções para delegacias em Mato Grosso. Os policiais também orientaram 16.100 pessoas sobre esse o que estabelece o decreto 836/2021.

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Ainda conforme a Spoe-MT, 5.500 pessoas e 450 estabelecimentos comerciais receberam orientações sobre as novas medidas. A PM também notificou 60 pessoas que circulavam fora do horário permitido e orientou 1.750 por não estarem usando máscara de proteção facial.

De acordo com o subchefe de Estado Maior Geral e diretor Operacional da PM, coronel Carlos Eduardo Pinheiro da Silva, a PM não vem enfrentando grandes problemas para fazer cumprir as medidas do decreto.

“A população mato-grossense é ordeira, apenas uma pequena parcela descumpre as medidas e, para essa, a PM está presente nas ruas”, observa. Todavia, assinala Pinheiro, a prioridade é a orientar, informar sobre as determinações do decreto e fazer com que a população entenda que a Covid-19, com altos índices de contaminação e de internações hospitalares, exige restrições e o cuidado de todos.

O comandante geral da PM, coronel Jonildo José de Assis, lembra que o papel da Polícia Militar, instituição que este ano completará 186 anos, é a segurança da população, portanto salvaguardar vidas.

No caso da pandemia, com o número de casos da Covid-19 aumentando e os hospitais lotados, a PM está nas ruas trabalhando para ajudar a derrubar a curva de contaminação e morte pela doença o mais rápido possível para que vidas possam ser preservadas.

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Nos casos de aglomerações, festas clandestinas, descumprimento do decreto, entre outros, a população pode acionar o 190 ou denunciar pelo disque-denúncia: 08000.65 3939.   

        

Fonte: GOV MT

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A ARMADILHA DA DESINFORMAÇÃO

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Acompanhei uma calorosa conversa entre o sócio de uma auto peças de máquinas agrícolas e o seu amigo, proprietário de um supermercado, descendo o porrete no agronegócio, numa ensolarada tarde de segunda feira.

No tempo em que fiquei no balcão esperando o vendedor finalizar o orçamento das peças, passei a refletir sobre o posicionamento dos dois empresários, se oriunda da desinformação, da ideologia ou do vício de reclamar da vida por reclamar!!!

O contraditório era latente… os clientes dos dois comerciantes, em sua maioria são produtores rurais, especialmente o de peças de máquinas agrícolas. Por outro lado, o atacadista de alimentos, o seu negócio é compra e venda de produtos da agroindústria.

Olhava para um, depois para o outro, e fiquei pensando… como é possível, dois empresários do agronegócio, desqualificarem as suas atividades, denegrirem a si mesmos e jogarem contra o seu próprio negócio.

Num repente, esquecendo das orientações de não intrometer na conversa dos outros, pedi licença aos dois e perguntei se tinham conhecimento do conceito do agronegócio. No embalo da resposta, burburejaram uma avalanche de adjetivos pejorativos aos produtores rurais, entre eles: criminosos, poluidores, devastadores do meio ambiente… etc etc etc

Enquanto eles falavam freneticamente reforçando as suas convicções desacerbadas, demonizando o setor, rapidamente busquei no google o conceito do agronegócio na Wikipédia (a enciclopédia livre), e, solicitei para um deles ler.

E assim iniciou a leitura: “O agronegócio representa qualquer operação do ciclo da agricultura e da pecuária, o que engloba a produção, os serviços financeiros, de transporte, marketing, seguros, bolsas de mercadoria.”

Percebi que os dois já acenderam o sinal vermelho. Solicitei que continuasse a ler, e assim o fez: “O agronegócio é dividido em três partes. A primeira é representada pela indústria e comércio, como por exemplo, os fabricantes de fertilizantes, defensivos químicos, equipamentos, bancos e financeiras. A segunda parte trata dos negócios agropecuários propriamente ditos, representados pelos produtores rurais, sejam eles pequenos, médios ou grandes, constituídos na forma de pessoas físicas (fazendeiros ou camponeses) ou de pessoas jurídicas. E na terceira parte encontram-se as atividades de compra, transporte, beneficiamento e venda dos produtos agropecuários até o consumidor final. Enquadram-se, nesta definição, os frigoríficos, as indústrias têxteis e calçadistas, empacotadores, supermercados e distribuidores de alimentos.”

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Ao terminar a leitura do conceito da palavra agronegócio (agribusiness), originária no ano de 1955, nos EUA, pelos pesquisadores da Universidade de Harvard, John Davis e Ray Goldberg, os dois empresários demonstraram certa surpresa misturada com desconforto. Sabe aquela reação quando é pego de calça curta. Pois é. Não precisei falar nada.

Poderia ter enumerado todas as conquistas do agronegócio brasileiro, desde dos anos em que o Brasil era dependente da produção de alimentos de outros países até se transformar em líder mundial de produção.

Poderia relatar a importância do agronegócio no crescimento e estabilidade econômica do País, no aumento de produção a cada safra, da responsabilidade socioambiental e sustentabilidade, da brilhante participação dos dois no agronegócio.

Poderia… Enfim, não foi necessário. A ficha caiu.

Essa triste realidade que infelizmente deparamos no dia a dia, foi cientificamente comprovado através da pesquisa realizada no final do ano de 2022, pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), idealizadora do Movimento “Todos a Uma só Voz”, revelando que 33% das pessoas, com idade de 30 a 59 anos, tem uma percepção negativa da atividade do agronegócio, nos temas relevantes como: preservação do meio ambiente, sustentabilidade e combate à fome. Na faixa etária de 15 a 29 anos, fica pior, o índice sobe para 51%.

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A desinformação ou as informações distorcidas de um setor que emprega, produz, alimenta seu povo e ajuda a alimentar o mundo devem ser combatidas. Há uma necessidade urgente de ações pontuais e eficientes, de propagação de matérias e reportagens consistentes, positivas, educativas, demonstrando a importância das atividades de toda a cadeia produtiva do agronegócio.

No ano passado, também foi realizada uma outra pesquisa, essa com os Produtores Rurais, por uma equipe multidisciplinar de 15 especialistas e acadêmicos da ESALQ-USP, Fundação Dom Cabral e ESPM, onde constataram que 71% dos Produtores concordam que o agronegócio precisa divulgar mais sobre a sua atividade, o seu desenvolvimento e o seu futuro, a fim de ser mais valorizado pela população urbana.

Muitas instituições de classe de produtores e associações empresariais já colocaram nos seus planejamentos, investimentos para divulgar a verdadeira face do agronegócio para a sociedade brasileira e estrangeira.

Surge no horizonte o desafio em desconstruir a armadilha da desinformação.

 

Isan Oliveira de Rezende

Produtor Rural, Advogado, Engenheiro Agrônomo, Presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (FEAGRO MT), Presidente do Instituto do Agronegócio, Coordenador da Agricultura Familiar e Agronegócio na Associação de Bancos (ASBAN), membro da Câmara Especializada de Agronomia no CREA/MT e membro da Comissão do Agronegócio na OAB/MT.

Fonte: Isan Rezende

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