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Garotos da academia, Wesley e Gabriel menino fazem gols na decisão

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Wesley marcou o primeiro gol no jogo decisivo que deu o alívio no duelo de volta contra o Grêmio, neste domingo (07), no Allianz Parque, até Gabriel Menino selar de vez a conquista do título. Ambos são Crias da Academia e foram alçados ao time profissional na temporada 2020 e, com seus respectivos gols na final, deixam seus nomes eternizados na história do Palmeiras.

Wesley tem uma história de superação curiosa que foi coroada com este gol: ele retornou recentemente de lesão após 32 jogos fora do time (cerca de três meses). O camisa 47 havia sido titular na partida de ida da final da Copa do Brasil 2020, contra o Grêmio, fora de casa, vitória por 1 a 0 (gol de Gustavo Gómez) e (foi um dos seus primeiros jogos após seu retorno) e, apesar do tempo fora do time, o jogador ainda domina algumas estatísticas individuais da temporada 2020: ele fechou o ano referente a 2020 como o quarto colocado em dribles dentre os palmeirenses na temporada 2020, com 27 fintas, o quinto atleta do grupo que mais finalizou corretamente na temporada 2020, com 24 chutes a gol, ao lado de Gabriel Menino, e o sexto com mais assistências, com seis passes para que seus companheiros pudessem marcar, assim como Willian Bigode.

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“É um desabafo mesmo, cara, é momento difícil pra mim. Infelizmente, quando a gente começou o mata-mata, eu tive a infelicidade de sofrer uma lesão e fiquei praticamente quase fora a temporada inteira. Os companheiros me ajudaram, minha família, o clube, momento difícil, mas eu tive uma semifinal quando o time se classificou. Eu acho que foi o que mais comemorou, porque eu acho que daria tempo para poder voltar, para estar participando dessa temporada ainda. Então, para terminar, fechar o ano com esse título, para mim, sei lá, é de agora estar na história, né? Acho que é um grupo único para a história do Palmeiras”, declarou o camisa 47 após o título.

Já Gabriel Menino fez o gol que confirmou de vez o título do Palmeiras da Copa do Brasil 2020, aos 39 minutos do segundo tempo (2×0). Ele é a Cria da Academia que fez mais jogos na temporada 2020 (62, contra 51 de Patrick de Paula), o oriundo da base com mais minutos em campo na temporada 2020 (4325) e fechou em primeiro no quesito dentre oriundos da base também na Libertadores (1055 minutos).

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A ARMADILHA DA DESINFORMAÇÃO

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Acompanhei uma calorosa conversa entre o sócio de uma auto peças de máquinas agrícolas e o seu amigo, proprietário de um supermercado, descendo o porrete no agronegócio, numa ensolarada tarde de segunda feira.

No tempo em que fiquei no balcão esperando o vendedor finalizar o orçamento das peças, passei a refletir sobre o posicionamento dos dois empresários, se oriunda da desinformação, da ideologia ou do vício de reclamar da vida por reclamar!!!

O contraditório era latente… os clientes dos dois comerciantes, em sua maioria são produtores rurais, especialmente o de peças de máquinas agrícolas. Por outro lado, o atacadista de alimentos, o seu negócio é compra e venda de produtos da agroindústria.

Olhava para um, depois para o outro, e fiquei pensando… como é possível, dois empresários do agronegócio, desqualificarem as suas atividades, denegrirem a si mesmos e jogarem contra o seu próprio negócio.

Num repente, esquecendo das orientações de não intrometer na conversa dos outros, pedi licença aos dois e perguntei se tinham conhecimento do conceito do agronegócio. No embalo da resposta, burburejaram uma avalanche de adjetivos pejorativos aos produtores rurais, entre eles: criminosos, poluidores, devastadores do meio ambiente… etc etc etc

Enquanto eles falavam freneticamente reforçando as suas convicções desacerbadas, demonizando o setor, rapidamente busquei no google o conceito do agronegócio na Wikipédia (a enciclopédia livre), e, solicitei para um deles ler.

E assim iniciou a leitura: “O agronegócio representa qualquer operação do ciclo da agricultura e da pecuária, o que engloba a produção, os serviços financeiros, de transporte, marketing, seguros, bolsas de mercadoria.”

Percebi que os dois já acenderam o sinal vermelho. Solicitei que continuasse a ler, e assim o fez: “O agronegócio é dividido em três partes. A primeira é representada pela indústria e comércio, como por exemplo, os fabricantes de fertilizantes, defensivos químicos, equipamentos, bancos e financeiras. A segunda parte trata dos negócios agropecuários propriamente ditos, representados pelos produtores rurais, sejam eles pequenos, médios ou grandes, constituídos na forma de pessoas físicas (fazendeiros ou camponeses) ou de pessoas jurídicas. E na terceira parte encontram-se as atividades de compra, transporte, beneficiamento e venda dos produtos agropecuários até o consumidor final. Enquadram-se, nesta definição, os frigoríficos, as indústrias têxteis e calçadistas, empacotadores, supermercados e distribuidores de alimentos.”

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Ao terminar a leitura do conceito da palavra agronegócio (agribusiness), originária no ano de 1955, nos EUA, pelos pesquisadores da Universidade de Harvard, John Davis e Ray Goldberg, os dois empresários demonstraram certa surpresa misturada com desconforto. Sabe aquela reação quando é pego de calça curta. Pois é. Não precisei falar nada.

Poderia ter enumerado todas as conquistas do agronegócio brasileiro, desde dos anos em que o Brasil era dependente da produção de alimentos de outros países até se transformar em líder mundial de produção.

Poderia relatar a importância do agronegócio no crescimento e estabilidade econômica do País, no aumento de produção a cada safra, da responsabilidade socioambiental e sustentabilidade, da brilhante participação dos dois no agronegócio.

Poderia… Enfim, não foi necessário. A ficha caiu.

Essa triste realidade que infelizmente deparamos no dia a dia, foi cientificamente comprovado através da pesquisa realizada no final do ano de 2022, pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), idealizadora do Movimento “Todos a Uma só Voz”, revelando que 33% das pessoas, com idade de 30 a 59 anos, tem uma percepção negativa da atividade do agronegócio, nos temas relevantes como: preservação do meio ambiente, sustentabilidade e combate à fome. Na faixa etária de 15 a 29 anos, fica pior, o índice sobe para 51%.

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A desinformação ou as informações distorcidas de um setor que emprega, produz, alimenta seu povo e ajuda a alimentar o mundo devem ser combatidas. Há uma necessidade urgente de ações pontuais e eficientes, de propagação de matérias e reportagens consistentes, positivas, educativas, demonstrando a importância das atividades de toda a cadeia produtiva do agronegócio.

No ano passado, também foi realizada uma outra pesquisa, essa com os Produtores Rurais, por uma equipe multidisciplinar de 15 especialistas e acadêmicos da ESALQ-USP, Fundação Dom Cabral e ESPM, onde constataram que 71% dos Produtores concordam que o agronegócio precisa divulgar mais sobre a sua atividade, o seu desenvolvimento e o seu futuro, a fim de ser mais valorizado pela população urbana.

Muitas instituições de classe de produtores e associações empresariais já colocaram nos seus planejamentos, investimentos para divulgar a verdadeira face do agronegócio para a sociedade brasileira e estrangeira.

Surge no horizonte o desafio em desconstruir a armadilha da desinformação.

 

Isan Oliveira de Rezende

Produtor Rural, Advogado, Engenheiro Agrônomo, Presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (FEAGRO MT), Presidente do Instituto do Agronegócio, Coordenador da Agricultura Familiar e Agronegócio na Associação de Bancos (ASBAN), membro da Câmara Especializada de Agronomia no CREA/MT e membro da Comissão do Agronegócio na OAB/MT.

Fonte: Isan Rezende

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