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Cuiabá segue referência nas políticas para mulheres

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Luiz Alves

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Nesse dia 08 de março, em que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, quero destacar outra mudança significativa que tem ido na contramão da realidade nacional acerca de mulheres em cargos de lideranças, pauta de bastante discussão nos últimos tempos em meio aos avanços da luta feminina.

A inédita nomeação de 50% do secretariado da prefeitura municipal ocupado por mulheres ocorre durante a maior promoção de políticas públicas para mulher da história de Cuiabá, o quê demonstra o respeito e o comprometimento dos gestores com a causa.

Para se ter ideia, dados nacionais mostram que em outros estados apenas 25% dos cargos de chefia são ocupados por mulheres. No Governo Federal, nos últimos anos, 188 ministros foram escolhidos e apenas 21 eram mulheres.

Cuiabá tem sido exemplo nesse sentido, e paralelamente a isso causa um impacto positivo na formulação de políticas que asseguram um ambiente mais igualitário e justo  em todos os setores não só da esfera pública.

A investida da administração Emanuel Pinheiro categorizou Cuiabá como case nacional em políticas públicas para mulher e a valorização de seu público feminino interno, como servidores, colaboradores diretos e indiretos, também se fortaleceu na mesma proporção.  

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No segundo mandato são 8 secretárias do chamado 1ª escalão, 10 adjuntas (2º escalão) e 35 cargos de diretoria em todo o funcionalismo da Prefeitura de Cuiabá. As gestoras comandam as pastas da Educação, Mulher, Turismo, Gestão, Saúde (interinamente), Procuradoria, Assistência Social e Cultura.  

As nomeações têm se dado a partir do momento em que a sociedade passa a pautar seus líderes por características como inovação, capricho, criatividade e o olhar mais sensível, que é quando o estilo de liderança feminino ganha força e espaço.

O aumento da participação da mulher está aliado à força dos movimentos feministas na última década, que buscam a igualdade de direitos, principalmente acerca das posições de lideranças.

Essa ascensão, aliada a outros fatores socioculturais pós-modernidade, tem tornado mais propensa a ocupação de cargos de maior responsabilidade e exigência técnica por mérito nos órgãos públicos, principalmente.

Entretanto, mudanças mais contundentes dependem muito de uma política mais ativa de governo e de debates sobre as questões culturais mais amplas e profundas no país.

Na gestão municipal temos trabalhado, com as nossas crianças,a independência feminina com a promoção do maior conjunto de ações da história do Siminina, por exemplo, que leva meninas de 6 aos 14 anos a se certificarem em cursos que as gabaritaram melhor ao mercado de trabalho futuro.

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Essas políticas ajudam ainda a quebrar diversos paradigmas na sociedade, inclusive os desafios para a mulher gestora seguir o estilo de liderança feminino, o qual se esbarra em muitos preconceitos e estereótipos de gênero ainda imposto pela cultura machista da sociedade que vem sendo quebrada nos últimos anos.  

Seguimos esperançosos para essa crescente que precede um fortalecimento histórico da causa feminina e, para os próximos anos, irá fomentar maior espaço e igualdade em áreas antes predominantemente consideradas “masculinas”. 

Márcia Pinheiro é atual primeira-dama de Cuiabá, empresária e pós-graduada em Gestão Pública. 

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A ARMADILHA DA DESINFORMAÇÃO

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Acompanhei uma calorosa conversa entre o sócio de uma auto peças de máquinas agrícolas e o seu amigo, proprietário de um supermercado, descendo o porrete no agronegócio, numa ensolarada tarde de segunda feira.

No tempo em que fiquei no balcão esperando o vendedor finalizar o orçamento das peças, passei a refletir sobre o posicionamento dos dois empresários, se oriunda da desinformação, da ideologia ou do vício de reclamar da vida por reclamar!!!

O contraditório era latente… os clientes dos dois comerciantes, em sua maioria são produtores rurais, especialmente o de peças de máquinas agrícolas. Por outro lado, o atacadista de alimentos, o seu negócio é compra e venda de produtos da agroindústria.

Olhava para um, depois para o outro, e fiquei pensando… como é possível, dois empresários do agronegócio, desqualificarem as suas atividades, denegrirem a si mesmos e jogarem contra o seu próprio negócio.

Num repente, esquecendo das orientações de não intrometer na conversa dos outros, pedi licença aos dois e perguntei se tinham conhecimento do conceito do agronegócio. No embalo da resposta, burburejaram uma avalanche de adjetivos pejorativos aos produtores rurais, entre eles: criminosos, poluidores, devastadores do meio ambiente… etc etc etc

Enquanto eles falavam freneticamente reforçando as suas convicções desacerbadas, demonizando o setor, rapidamente busquei no google o conceito do agronegócio na Wikipédia (a enciclopédia livre), e, solicitei para um deles ler.

E assim iniciou a leitura: “O agronegócio representa qualquer operação do ciclo da agricultura e da pecuária, o que engloba a produção, os serviços financeiros, de transporte, marketing, seguros, bolsas de mercadoria.”

Percebi que os dois já acenderam o sinal vermelho. Solicitei que continuasse a ler, e assim o fez: “O agronegócio é dividido em três partes. A primeira é representada pela indústria e comércio, como por exemplo, os fabricantes de fertilizantes, defensivos químicos, equipamentos, bancos e financeiras. A segunda parte trata dos negócios agropecuários propriamente ditos, representados pelos produtores rurais, sejam eles pequenos, médios ou grandes, constituídos na forma de pessoas físicas (fazendeiros ou camponeses) ou de pessoas jurídicas. E na terceira parte encontram-se as atividades de compra, transporte, beneficiamento e venda dos produtos agropecuários até o consumidor final. Enquadram-se, nesta definição, os frigoríficos, as indústrias têxteis e calçadistas, empacotadores, supermercados e distribuidores de alimentos.”

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Ao terminar a leitura do conceito da palavra agronegócio (agribusiness), originária no ano de 1955, nos EUA, pelos pesquisadores da Universidade de Harvard, John Davis e Ray Goldberg, os dois empresários demonstraram certa surpresa misturada com desconforto. Sabe aquela reação quando é pego de calça curta. Pois é. Não precisei falar nada.

Poderia ter enumerado todas as conquistas do agronegócio brasileiro, desde dos anos em que o Brasil era dependente da produção de alimentos de outros países até se transformar em líder mundial de produção.

Poderia relatar a importância do agronegócio no crescimento e estabilidade econômica do País, no aumento de produção a cada safra, da responsabilidade socioambiental e sustentabilidade, da brilhante participação dos dois no agronegócio.

Poderia… Enfim, não foi necessário. A ficha caiu.

Essa triste realidade que infelizmente deparamos no dia a dia, foi cientificamente comprovado através da pesquisa realizada no final do ano de 2022, pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), idealizadora do Movimento “Todos a Uma só Voz”, revelando que 33% das pessoas, com idade de 30 a 59 anos, tem uma percepção negativa da atividade do agronegócio, nos temas relevantes como: preservação do meio ambiente, sustentabilidade e combate à fome. Na faixa etária de 15 a 29 anos, fica pior, o índice sobe para 51%.

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A desinformação ou as informações distorcidas de um setor que emprega, produz, alimenta seu povo e ajuda a alimentar o mundo devem ser combatidas. Há uma necessidade urgente de ações pontuais e eficientes, de propagação de matérias e reportagens consistentes, positivas, educativas, demonstrando a importância das atividades de toda a cadeia produtiva do agronegócio.

No ano passado, também foi realizada uma outra pesquisa, essa com os Produtores Rurais, por uma equipe multidisciplinar de 15 especialistas e acadêmicos da ESALQ-USP, Fundação Dom Cabral e ESPM, onde constataram que 71% dos Produtores concordam que o agronegócio precisa divulgar mais sobre a sua atividade, o seu desenvolvimento e o seu futuro, a fim de ser mais valorizado pela população urbana.

Muitas instituições de classe de produtores e associações empresariais já colocaram nos seus planejamentos, investimentos para divulgar a verdadeira face do agronegócio para a sociedade brasileira e estrangeira.

Surge no horizonte o desafio em desconstruir a armadilha da desinformação.

 

Isan Oliveira de Rezende

Produtor Rural, Advogado, Engenheiro Agrônomo, Presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (FEAGRO MT), Presidente do Instituto do Agronegócio, Coordenador da Agricultura Familiar e Agronegócio na Associação de Bancos (ASBAN), membro da Câmara Especializada de Agronomia no CREA/MT e membro da Comissão do Agronegócio na OAB/MT.

Fonte: Isan Rezende

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