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POLITÍCA NACIONAL

Lei concede a Alegrete o título de Capital Nacional da Linguiça Tradicional Campeira

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O município de Alegrete (RS) é oficialmente considerado a Capital Nacional da Linguiça Tradicional Campeira. A Lei 15.128, de 2025, que concede o título ao município, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta terça-feira (29).

A norma tem origem no PL 2.314/2023, apresentado na Câmara pelo deputado Afonso Motta (PDT-RS). O parlamentar ressalta que a proposta busca garantir a proteção de um importante conhecimento tradicional e do modo de fazer associados à identidade cultural do município.

Alegrete se destaca pelo culto às tradições rio-grandenses, evidenciando uma identidade regional fortemente valorizada. O município também é reconhecido pela gastronomia campeira e, especialmente, pela produção artesanal da linguiça tradicional in natura, popularmente chamada de linguiça campeira.

No Senado, o projeto tramitou em caráter terminativo na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), na qual recebeu parecer favorável do senador Weverton (PDT-MA). Ele considera a iniciativa um importante incentivo ao desenvolvimento e à agregação de valor à produção local.

“O reconhecimento nacional tem o potencial de conferir ainda mais dinamismo à atividade das pequenas agroindústrias que se dedicam à produção de linguiça de qualidade no município”, destacou o senador.

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Camily Oliveira, sob supervisão de Patrícia Oliveira. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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