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POLITÍCA NACIONAL

Sustentabilidade urbana e prevenção de desastres estão na pauta da CMA

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A Comissão de Meio Ambiente (CMA) reúne-se nesta terça-feira (29), às 9h, para analisar projetos relacionados ao enfrentamento de impactos ambientais em áreas urbanas, à governança de riscos de desastres naturais e à tributação de agrotóxicos.  

Entre os itens da pauta está o Projeto de Lei (PL) 6.046/2019, do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), que prevê a inclusão, no conteúdo mínimo dos planos diretores municipais, de normas para a adoção das chamadas tecnologias verdes, como reservatórios de águas pluviais e telhados verdes (cobertura de plantas colocada sobre lajes ou telhados dos edifícios). A proposta, aprovada anteriormente na comissão, volta para turno suplementar de votação, em caráter terminativo. O relator é o senador Confúcio Moura (MDB-RO). 

Também estão em análise dois projetos que tramitam em conjunto: o PL 2.781/2024, da Câmara dos Deputados, que trata da atualização do Sistema Nacional de Informações e Monitoramento de Desastres; e o PL 2.344/2024, do senador Marcos do Val (Podemos-ES), que propõe mudanças na governança do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil. O relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), apresentou voto favorável ao PL 2.781/2024 e pela prejudicialidade do PL 2.344/2024. 

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Outro item na pauta é o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 107/2020, que susta os efeitos do decreto presidencial que homologa a demarcação da Terra Indígena Apyterewa, no Pará. O relator, senador Beto Faro (PT-PA), recomenda a rejeição da proposta, apresentada pelo senador Zequinha Marinho (Podemos-PA). 

Os senadores também devem analisar o PL 1.053/2020, que cria a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre a importação e comercialização de agrotóxicos. De autoria do senador Jaques Wagner (PT-BA), o projeto tem relatório favorável da senadora Eliziane Gama (PSD-MA). 

A pauta ainda inclui dois requerimentos: um deles, do senador Beto Faro, pede a realização de audiência pública sobre os investimentos do governo federal para a realização da CPO 30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (REQ 3/2025 – CMA); e outro, do senador Fabiano Contarato (PT-ES), propõe diligência externa em Belém (PA) para acompanhar os preparativos para a conferência (REQ 5/2025 – CMA). 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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