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POLITÍCA NACIONAL

Oriovisto critica poder do STF e cobra avanço de reformas

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Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (22), o senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) voltou a criticar a concentração de competências no Supremo Tribunal Federal (STF). O senador cobrou do Parlamento o avanço de reformas políticas que, segundo ele, são fundamentais para garantir o equilíbrio entre os Poderes. Ele citou artigo da revista The Economist que questiona a atuação política do Supremo e aponta riscos para democracia brasileira.

— Uma revista inglesa pede que coloquemos limites no Supremo. Nós não colocamos. A duras penas, este Senado aprovou o fim das decisões monocráticas. Vai para a Câmara. A Câmara não aprova. E por que não aprova? Porque há um conluio entre Poderes: “Não mexa comigo, eu não mexo com vocês” — afirmou.

O senador também criticou a estagnação de propostas como o fim do foro privilegiado e da reeleição. Segundo ele, esses projetos também permanecem travados na Câmara dos Deputados após serem aprovados pelo Senado, o que impede mudanças nas regras da política e do funcionamento dos Poderes. Para ele, essas medidas, combinadas com a proibição de decisões monocráticas no STF, são as mais importantes para uma reforma do sistema político nacional.

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— Se nós aprovássemos só essas três, a cara do Brasil seria outra. O fim do foro privilegiado implicaria em quê? Todos os políticos corruptos estariam fora da política — declarou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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