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POLITÍCA NACIONAL

Comissão aprova Política de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Reumáticas

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A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria a Política de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Reumáticas. A política tem, entre seus objetivos, garantir o acesso a tratamento, incentivar a pesquisa científica, capacitar profissionais de saúde e divulgar informações que permitam o diagnóstico.

Por orientação do relator, deputado Luiz Lima (PL-RJ), a comissão aprovou a versão adotada pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher para o Projeto de Lei 11014/18, do deputado Carlos Henrique Gaguim (União-TO).

Essa versão ampliou o alcance do texto original, que determinava o tratamento no setor público de todas as mulheres a partir dos 45 anos com artrite ou artrose.

“A comissão que nos antecedeu aprovou substitutivo baseado no argumento de que não apenas artrite e artrose, mas outras doenças reumáticas são bastante frequentes em toda a população, inclusive crianças e homens”, explicou Luiz Lima.

“Além disso, recomendação do Conselho Nacional de Saúde reforça a importância de estabelecer a política de atenção às pessoas com doenças reumáticas, que somam aproximadamente 15 milhões no Brasil”, acrescentou.

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Luiz Lima destacou que o novo texto implementa a política sugerida. Ele disse ainda que o Sistema Único de Saúde (SUS) deve continuar observando as diretrizes da Constituição de acesso universal e igualitário à saúde.

Tramitação
O projeto ainda será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, a medida precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Rachel Librelon

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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