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POLITÍCA NACIONAL

Comissão que inclui remédios no SUS terá representante da sociedade civil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 15.120, que muda a composição da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec). O órgão tem a atribuição de incorporar, excluir ou alterar a lista de medicamentos, produtos e procedimentos adotados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A norma foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (8).

Pela regra anterior, a Conitec era composta por um representante do Conselho Nacional de Saúde — órgão ligado ao Ministério da Saúde —, um especialista indicado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e um especialista indicado pela Associação Médica Brasileira (AMB). Com a nova lei, além desses integrantes, a Conitec deve contar com um representante de organização da sociedade civil que atue na especialidade ou patologia. Todos têm direito a voto.

De acordo com o texto, a organização da sociedade civil com assento rotativo na Conitec deve ter sido constituída há mais de dois anos e ter caráter nacional. A Lei 15.120 dá 180 dias para que a Conitec adeque o regimento interno e estabeleça critérios de desempate e requisitos para indicação da representação da organização da sociedade civil.

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A nova norma é resultado do Projeto de Lei (PL) 1.241/2023, da Câmara dos Deputados. No Senado, o senador Sergio Moro (União-PR) foi o relator da matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e no Plenário. O texto foi aprovado pelos senadores no mês passado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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