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POLITÍCA NACIONAL

Comissão externa vai verificar denúncias de prisões políticas na Bolívia

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A Comissão de Relações Exteriores (CRE) decidiu nesta quinta-feira (27) criar uma comissão temporária externa para verificar in loco a situação política e social da Bolívia. A iniciativa foi motivada pelas denúncias de que o atual governo desse país estaria promovendo perseguição política e prisões arbitrárias de opositores.

A criação da comissão externa foi solicitada pelo senador Sergio Moro (União-PR) por meio do requerimento REQ 3/2025-CRE. Para a composição desse colegiado, ele sugere até seis senadores membros. O senador também recomenda que os trabalhos do grupo se estendam por até 180 dias.

De acordo com Moro, entre as providências cabíveis durante a visita ao país estariam: dialogar com representantes do governo e da oposição; visitar opositores presos; e produzir relatório detalhado sobre o que foi observado.

O senador aponta em seu requerimento episódios de perseguição política e prisões arbitrárias de opositores do atual governo boliviano, como seriam o caso da prisão da ex-presidente interina Jeanine Áñez e do governador de Santa Cruz, Luis Fernando Camacho. Moro também cita um processo contra o ex-presidente Tuto Quiroga.

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— Temos uma responsabilidade, o Brasil, não de interferir nos assuntos dos países vizinhos, mas de chamar atenção nesses questionamentos e ajudar essas pessoas, já que nós aceitamos a adesão da Bolívia ao Mercosul — afirmou ele. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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