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POLITÍCA NACIONAL

Cleitinho nega golpe e defende Bolsonaro

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Em discurso no Plenário nesta quarta-feira (26), o senador Cleitinho (Republicanos-MG) negou que tenha havido tentativa de golpe de Estado patrocinado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador disse que muito político tem que “lavar a boca” para falar do ex-presidente.

— Se Deus descer do céu e abrir a capivara de cada político desse Brasil aqui, muitos nem vão virar réu e vão direto para o inferno — declarou.

Cleitinho também fez críticas ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, lembrando casos de denúncias de irregularidades em seus governos e defendeu prisão perpétua para quem desvia dinheiro público. Para o senador, o julgamento de Bolsonaro não foi justo pelo fato de alguns ministros do STF terem sido indicados pelo atual presidente.

— Foi um julgamento político. Uma palhaçada que virou esse país! Se prender Bolsonaro, vai parar o Brasil — registrou.

O senador ainda criticou algumas penas impostas pelo Supremo aos condenados pelos crimes que culminaram nas depredações do dia 8 de janeiro de 2023. Ele disse que outros condenados por corrupção conseguem em pouco tempo se livrar da cadeia.

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— Temos uma Justiça imunda neste país!

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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