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POLITÍCA NACIONAL

Marcelo Álvaro Antônio é eleito presidente da Comissão de Turismo

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O deputado Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG) foi eleito presidente da Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados. Ele teve a unanimidade dos 16 votos. Ao tomar posse no cargo, o deputado lembrou a experiência de ministro do Turismo, entre 2019 e 2020, para garantir apoio ao avanço das pautas ligadas ao setor. “É uma das molas propulsoras da economia brasileira e também a forma mais rápida, barata e eficiente para gerar emprego e renda para a população”, disse.

O novo presidente fez apelo de união do setor para enfrentar desafios. Defendeu, por exemplo, a manutenção do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (PERSE), em debate no Congresso Nacional. Esse programa foi fundamental para superar entraves dos agentes turismo durante e após a pandemia de Covid-19. Apesar de integrar um partido da oposição ao governo federal, o deputado elogiou a atual gestão do ministro Celso Sabino, com quem pretende trabalhar em defesa dos temas consensuais.

Perfil
Marcelo Álvaro Antônio é empresário, está no terceiro mandato seguido de deputado federal e assume, pela primeira vez, o comando de uma comissão na Câmara. O deputado nasceu em Belo Horizonte, tem 51 anos e iniciou a atividade parlamentar em 2013, como vereador na capital mineira.

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Atribuições
Entre as atribuições da comissão, está o aperfeiçoamento do Sistema Nacional de Turismo e da exploração das atividades e dos serviços turísticos. Também há colaboração com entidades públicas e não-governamentais nacionais e internacionais que atuam na formação da política de turismo.

Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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