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POLITÍCA NACIONAL

Mauricio Neves é eleito presidente da Comissão de Viação e Transportes

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O deputado Mauricio Neves (PP-SP) foi eleito presidente da Comissão de Viação e Transportes da Câmara por 16 votos. Houve um voto em branco. Ele afirmou que o colegiado é vital para o desenvolvimento do Brasil e ressaltou o compromisso com as organizações da sociedade civil para promover debates na comissão.

“Eu me comprometo a ser uma pessoa sempre à disposição de todos vocês para poder sempre pregar o diálogo, o equilíbrio e a coerência”, disse Neves em seu discurso de posse.

O novo presidente convocou reunião para a próxima quarta-feira (26), às 10h30.

Perfil
Mauricio Neves nasceu em 1979 e está em seu primeiro mandato como deputado federal.

Ele foi vice-líder do bloco União, PP, Federação PSDB-Cidadania, PDT, Avante, Solidariedade, PRD no ano passado até o início deste ano.

Ele é formado em administração de empresas pela Universidade São Marcos, de São Paulo.

Reportagem – Luiz Cláudio Canuto
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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