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POLITÍCA NACIONAL

Deputados denunciam violência política contra vereadora do Tocantins e pedem providências

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Três deputados subiram nesta terça-feira (18) à tribuna do Plenário da Câmara dos Deputados para manifestar apoio à vereadora Naiara Miranda (MDB), de Colinas (TO). Acompanhados da própria vereadora, eles denunciaram a violência política contra Naiara e exigiram providências.

“Subo hoje nesta tribuna para falar de algo inaceitável, que não podemos tolerar e que precisa ter uma resposta à altura da gravidade do que aconteceu”, cobrou a deputada Renilce Nicodemos (MDB-PA).

“A vereadora Naiara Miranda foi ameaçada pelo prefeito Josemar Kasarin com a seguinte frase: ‘Tu te prepara, que aqui a bala pega’. Essa frase é a consolidação de um crime. Esse ato grotesco é um ataque direto à democracia. Essas palavras escancaram a violência política de gênero que tantas mulheres enfrentam neste País”, denucniou Renilce Nicodemos.

O deputado Alexandre Guimarães (MDB-TO) também saiu em defesa da vereadora. “Não podemos vivenciar isso na política. Quantas Naiaras se limitam a participar do processo político eleitoral por conta de situações como essas? Quantas Naiaras perdem vidas porque minimizam e romantizam a condição da agressão do homem contra a mulher, do crime de ideologia de gênero?”, questionou.

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“Isso é agressão de gênero que agride não só a mulher, mas agride a democracia. E é por essa democracia, neste Parlamento, que levantamos vozes de homens e de mulheres de bem para defender as Naiaras existentes no Brasil como um todo”, acrescentou.

A deputada Iza Arruda (MDB-PE) também prestou seu apoio à vereadora na tribuna da Câmara.

Reportagem – Wilson Silveira
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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