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POLITÍCA NACIONAL

Comissão discute a criação do Dia do Espírito Esportivo

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A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados discute na quarta-feira (11) a criação do Dia Nacional do Espírito Esportivo. O debate atende a pedido do deputado Douglas Viegas (União-SP) e será realizado a partir das 10 horas, no plenário 3.

A audiência será interativa, confira a lista de convidados e mande suas perguntas.

“O espírito esportivo refere-se à atitude e ao comportamento que valoriza a ética, o respeito e a integridade dentro de uma competição esportiva. Envolve aceitar regras, respeitar adversários, encarar vitórias e derrotas com dignidade”, afirma Viegas.

Homenagem
A data deverá ser comemorada em 29 de agosto, em alusão ao dia que o maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima, liderando a Maratona dos Jogos Olímpicos de Atenas (2004), foi empurrado para fora da prova por um espectador.

“Vanderlei reuniu forças e voltou para a corrida, mas acabou sendo ultrapassado por dois competidores”, relembra Viegas. “Ele mostrou toda a sua grandeza ao comemorar, de braços abertos, a terceira colocação. Em nenhum momento, pensou em desistir ou reclamar por lhe ter sido tirada a chance de conquistar o ouro olímpico.”

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Posteriormente, o maratonista brasileiro foi homenageado com a Medalha Pierre de Coubertin, honraria concedida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) a pessoas que demonstram grande espírito esportivo.

Debate obrigatório
A criação de dias comemorativos precisa ser precedida de debate público. Isso porque a Lei 12.345/10 exige que o projeto que sugerir a instituição da data comprove a realização de consultas com amplos setores da população.”

Da Redação – ND

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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