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POLITÍCA NACIONAL

CCT faz primeira audiência sobre Fundo de Desenvolvimento Científico

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A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática (CCT) vai promover uma audiência pública nesta quarta-feira (13), a partir das 11h, para debater o impacto e a governança das ações do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Os debates atendem a um requerimento dos senadores Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) e Izalci Lucas (PL-DF) (REQ 11/2024) e terão caráter interativo, com a possibilidade de participação popular.

Além dessa audiência, que terá foco no setor público e governamental, ainda haverá uma segunda, com ênfase no setor privado e na colaboração intersetorial. A segunda audiência ainda não tem data marcada.

Conforme o requerimento, a série de audiências visa discutir os efeitos das mudanças recentes no FNDCT, avaliar a eficácia da implementação dos recursos liberados, identificar desafios e oportunidades emergentes, discutir a governança do fundo e fortalecer a colaboração entre os setores público, privado e acadêmico.

Para o debate desta quarta, estão convidados o diretor de Fundos e Investimentos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Raphael Padula; e o diretor de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Carlos Alberto Aragão de Carvalho Filho. Também constam da lista de convidados o diretor Científico do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Olival Freire Junior; e o secretário de Estado para Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal, Leonardo Reisman.

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Completam a lista de debatedores o presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), Odir Dellagostin; a reitora da Universidade do Distrito Federal (UnDF), Simone Pereira Costa Benck; e o reitor da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Valder Steffen Júnior.  

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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