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CMA vota nesta quarta projeto que exige avaliação anual de planos ambientais

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A Comissão de Meio Ambiente (CMA) tem reunião marcada para quarta-feira (30), às 9h, com quatro itens em sua pauta de votações. O primeiro item é o projeto de lei que exige que os planos ambientais de mudanças climáticas e de controle do desmatamento sejam avaliados anualmente (PL 4.816/2019).

Esse projeto, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), exige a publicação de relatórios anuais e avaliações a cada cinco anos do Plano Nacional sobre Mudança do Clima, e dos planos de ação para prevenção e controle do desmatamento nos biomas Amazônia, Cerrado e Caatinga. 

A proposta busca garantir transparência às ações, melhor acompanhamento da sociedade e o reforço da função fiscalizadora do Legislativo. O relator da matéria é o senador Otto Alencar (PSD-BA).

Pets

Também está na pauta da CMA o projeto de lei que autoriza a criação do Cadastro Nacional de Animais Domésticos (PL 2.230/2022). O objetivo dessa proposta é tornar mais segura a compra e a venda de animais de estimação e facilitar o combate às zoonoses, aos maus-tratos e ao abandono. A relatoria do projeto é do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR).

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Caatinga

Outro projeto de lei que pode ser votado pela comissão é o PL 1.990/2024, que institui a Política Nacional para a Recuperação da Vegetação da Caatinga. A proposta tem o objetivo de recuperar áreas desmatadas, aumentar a produção de alimentos de maneira sustentável e promover a bioeconomia na região. A senadora Teresa Leitão (PT-PE) é a relatora da matéria.

A reunião será na sala 15 da Ala Alexandre Costa. A presidente da CMA é a senadora Leila Barros (PDT-DF).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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