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POLITÍCA NACIONAL

Senado pode criar prêmio para meninas que participam de olimpíadas científicas

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O projeto de resolução do Senado que cria o Prêmio Meninas Olímpicas (PRS 28/2023), a ser concedido a estudantes que tenham participado de olimpíadas científicas internacionais, recebeu nesta terça-feira (8) parecer favorável da Comissão de Educação e Cultura (CE). Agora o projeto segue para análise da Comissão Diretora do Senado.

A proposta, de autoria da senadora Leila Barros (PDT-DF), foi aprovada na forma de um substitutivo — texto alternativo — apresentado pelo senador Beto Martins (PL-SC). Ele foi o relator da matéria.

O texto prevê que o prêmio será entregue anualmente para até cinco estudantes, em data próxima à celebração do Dia Internacional da Mulher (8 de março). As candidatas poderão ser indicadas por qualquer senador ou senadora. As vencedoras serão selecionadas pelo Conselho do Prêmio Meninas Olímpicas, a ser criado.

O PRS 28/2023 tramita em conjunto com outro projeto de resolução, o PRS 39/2023, que também sugere a criação de um prêmio dedicado às participantes de competições científicas. Mas o PRS 39/2023 foi rejeitado pelo relator; Beto Martins explicou que, de acordo com o Regimento Interno do Senado, “na tramitação em conjunto, terá precedência o projeto mais antigo sobre o mais recente”.

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Leila ressalta que, “segundo o Movimento Meninas Olímpicas, apenas 10% dos premiados nas principais olimpíadas científicas do Brasil e menos de 5% nas olimpíadas internacionais são meninas”.

“O aumento da participação feminina nas áreas das Ciências e Tecnologias pode fortalecer o interesse de meninas e sua disposição para seguir essas carreiras, afetando diretamente o mercado de trabalho e o futuro da ciência brasileira”, declara a senadora.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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