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POLITÍCA NACIONAL

Projeto inclui critérios sustentáveis para financiamentos custeados por fundos constitucionais

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O Projeto de Lei 5788/19, já aprovado pelo Senado, inclui critérios de sustentabilidade na seleção dos projetos financiados pelos fundos constitucionais do Norte (FNO), do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO).

Assim, a seleção deverá seguir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS), além de tratados internacionais. Os ODS reúnem 17 metas, entre elas o fim da pobreza e da fome e o uso sustentável dos ecossistemas.

O texto agora em análise na Câmara dos Deputados altera a Lei 7.827/89, que trata dos fundos constitucionais. Atualmente, a norma exige que o financiamento aos setores produtivos leve em conta os planos regionais de desenvolvimento.

“Após 35 anos de existência, é preciso integrar esses três fundos constitucionais a um modelo de desenvolvimento que priorize as atividades econômicas sustentáveis”, disse o autor da proposta, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP).

Outros pontos
A proposta também inclui a recuperação de áreas desmatadas, além do fortalecimento da cadeia produtiva da sociobiodiversidade, entre os critérios para financiar programas nas três regiões.

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Além disso, acrescenta novas diretrizes, como:

  • o desenvolvimento de tecnologias baseadas no uso do patrimônio genético e no conhecimento tradicional;
  • o estímulo à bioindústria; e
  • o desenvolvimento do ecoturismo.

No caso específico do FNO, segundo o texto, deverão ser considerados ainda:

  • o turismo sustentável;
  • as tecnologias que explorem os recursos naturais; e
  • as atividades econômicas relacionadas à preservação e à recuperação do meio ambiente.

Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto já aprovado pelo Senado, também terá de ser aprovado pela Câmara.

Da Reportagem/RM
Edição – Natalia Doederlein
Com informações da Agência Senado

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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