BELÉM

POLITÍCA NACIONAL

Congresso recebe no domingo projeção de imagens para documentário

Published

on

selo_senado_200_anos_com_saiba_mais

Cenas de discursos da deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ), do senador Paulo Paim (PT-RS), do ex-senador Abdias Nascimento e do ex-deputado Ulysses Guimarães serão projetadas no domingo (15), a partir das 19h, nas cúpulas e nas torres do Palácio do Congresso Nacional, para gravação do documentário Quando Elas se Movimentam, da diretora Susanna Lira.

Concebido como parte das comemorações dos 200 anos do Senado, o filme narra a trajetória de três mulheres negras (Antônia Faleiros, Luana Xavier e Angélica Silva) que têm suas vidas impactadas por uma série de episódios da conquista de direitos no Brasil. A estreia está prevista para novembro.

No domingo, serão projetados trechos de discursos, votações, debates e outros momentos marcantes que ilustram a participação popular e decisões importantes ocorridas no Congresso. 

— Essas imagens mostram como a atuação do Senado, ouvindo a participação popular, é importante na história do Brasil nestes 200 anos. A gente percebe que os direitos chegaram à população negra e, dentro da população negra, àquela parcela que mais sofre preconceito, que são as mulheres. Quando a gente tem essa conquista, percebe a importância de ter um Senado que faz uma escuta ativa da sociedade, e, ao mesmo tempo, a importância da sociedade continuar reivindicando seus direitos — diz a diretora da Secretaria de Comunicação Social do Senado, Érica Ceolin.

Leia Também:  Nova medida provisória facilita crédito para produtores gaúchos

A cineasta escolhida para desenvolver o projeto, Susanna Lira, tem uma vasta experiência na direção de filmes sobre mulheres — de Positivas (2010) a Torre das Donzelas (2018). Também é conhecida pelas cinebiografias do humorista Mussum e dos jogadores Adriano e Walter Casagrande e está lançando Fernanda Young: Foge-me ao Controle.

O Senado foi criado pela primeira Constituição brasileira, outorgada em 25 de março de 1824 pelo imperador Dom Pedro I. Para comemorar os 200 anos de criação, a Casa tem realizado uma extensa programação durante todo o ano de 2024. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

Published

on

O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

Leia Também:  Câmara aprova oito acordos internacionais; propostas vão agora ao Senado

— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

MAIS LIDAS DA SEMANA