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Equipe do Vasco se reapresenta visando próximos jogos

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A segunda-feira (08/03) será de reapresentação no Vasco da Gama. O segundo grupo do elenco cruzmaltino inicia na tarde de hoje, no CT do Almirante, na Cidade de Deus, o período de preparação visando a sequência do Campeonato Carioca e o jogo de estreia na Copa do Brasil. Por planejamento do Departamento de Futebol, o Gigante da Colina foi representado por um primeiro grupo nas duas primeiras partidas da temporada. O time alternativo contava com comissão técnica e jogadores do sub-20 multicampeão em 2020, além de 11 atletas oriundos da base que já integravam o time profissional.

Laranjeira é um dos jovens convocados por Marcelo Cabo- Foto: Rafael Ribeiro/Vasco.com.br

Os jogos contra Portuguesa e Volta Redonda foram importantes para o treinador Marcelo Cabo e sua comissão técnica observarem o rendimento das jovens promessas do clube, obtendo assim um panorama prático sobre os meninos que podem ser aproveitados ao longo do ano. O treinamento desta segunda (08) será o primeiro comandado por Marcelo Cabo, contratado pelo clube após passagem de sucesso pelo Atlético Goianiense.

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Além dos jogadores do grupo principal utilizados nas rodadas iniciais do Estadual, o novo comandante convocou sete jovens do Sub 20 que estiveram à disposição durante esse período, com destaque para MT, Matías Galarza, João Pedro e Laranjeira, que atuaram contra Portuguesa e Volta Redonda. A estratégia evidencia o recorrente processo de integração entre as categorias de base e a equipe profissional do Vasco da Gama.

Artilheiro Germán Cano se reapresenta na tarde de hoje- Foto: Rafael Ribeiro/Vasco.com.br

Marcelo Cabo contará ainda com remanescentes da última temporada, casos do zagueiro Ricardo Graça, que marcou dois gols na última rodada do Brasileiro, e do atacante German Cano, artilheiro do time. Anunciados na tarde do último domingo (07), o zagueiro Ernando e o meio-campo Marquinhos Gabriel se integram ao grupo na terça (09). Será nesse dia também que os reforços serão apresentados oficialmente pelo Gigante, em entrevista coletiva, com transmissão da VascoTV.

Há ainda um terceiro grupo, que por motivos diversos terão as férias prolongadas e não se apresentam na tarde de hoje. A decisão foi alinhada com os atletas e seus representantes.

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Por fim, vale ressaltar, que o Vasco da Gama ainda não fechou seu elenco para a temporada 2021. O processo de reestruturação da equipe cruzmaltina segue em andamento.

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A ARMADILHA DA DESINFORMAÇÃO

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Acompanhei uma calorosa conversa entre o sócio de uma auto peças de máquinas agrícolas e o seu amigo, proprietário de um supermercado, descendo o porrete no agronegócio, numa ensolarada tarde de segunda feira.

No tempo em que fiquei no balcão esperando o vendedor finalizar o orçamento das peças, passei a refletir sobre o posicionamento dos dois empresários, se oriunda da desinformação, da ideologia ou do vício de reclamar da vida por reclamar!!!

O contraditório era latente… os clientes dos dois comerciantes, em sua maioria são produtores rurais, especialmente o de peças de máquinas agrícolas. Por outro lado, o atacadista de alimentos, o seu negócio é compra e venda de produtos da agroindústria.

Olhava para um, depois para o outro, e fiquei pensando… como é possível, dois empresários do agronegócio, desqualificarem as suas atividades, denegrirem a si mesmos e jogarem contra o seu próprio negócio.

Num repente, esquecendo das orientações de não intrometer na conversa dos outros, pedi licença aos dois e perguntei se tinham conhecimento do conceito do agronegócio. No embalo da resposta, burburejaram uma avalanche de adjetivos pejorativos aos produtores rurais, entre eles: criminosos, poluidores, devastadores do meio ambiente… etc etc etc

Enquanto eles falavam freneticamente reforçando as suas convicções desacerbadas, demonizando o setor, rapidamente busquei no google o conceito do agronegócio na Wikipédia (a enciclopédia livre), e, solicitei para um deles ler.

E assim iniciou a leitura: “O agronegócio representa qualquer operação do ciclo da agricultura e da pecuária, o que engloba a produção, os serviços financeiros, de transporte, marketing, seguros, bolsas de mercadoria.”

Percebi que os dois já acenderam o sinal vermelho. Solicitei que continuasse a ler, e assim o fez: “O agronegócio é dividido em três partes. A primeira é representada pela indústria e comércio, como por exemplo, os fabricantes de fertilizantes, defensivos químicos, equipamentos, bancos e financeiras. A segunda parte trata dos negócios agropecuários propriamente ditos, representados pelos produtores rurais, sejam eles pequenos, médios ou grandes, constituídos na forma de pessoas físicas (fazendeiros ou camponeses) ou de pessoas jurídicas. E na terceira parte encontram-se as atividades de compra, transporte, beneficiamento e venda dos produtos agropecuários até o consumidor final. Enquadram-se, nesta definição, os frigoríficos, as indústrias têxteis e calçadistas, empacotadores, supermercados e distribuidores de alimentos.”

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Ao terminar a leitura do conceito da palavra agronegócio (agribusiness), originária no ano de 1955, nos EUA, pelos pesquisadores da Universidade de Harvard, John Davis e Ray Goldberg, os dois empresários demonstraram certa surpresa misturada com desconforto. Sabe aquela reação quando é pego de calça curta. Pois é. Não precisei falar nada.

Poderia ter enumerado todas as conquistas do agronegócio brasileiro, desde dos anos em que o Brasil era dependente da produção de alimentos de outros países até se transformar em líder mundial de produção.

Poderia relatar a importância do agronegócio no crescimento e estabilidade econômica do País, no aumento de produção a cada safra, da responsabilidade socioambiental e sustentabilidade, da brilhante participação dos dois no agronegócio.

Poderia… Enfim, não foi necessário. A ficha caiu.

Essa triste realidade que infelizmente deparamos no dia a dia, foi cientificamente comprovado através da pesquisa realizada no final do ano de 2022, pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), idealizadora do Movimento “Todos a Uma só Voz”, revelando que 33% das pessoas, com idade de 30 a 59 anos, tem uma percepção negativa da atividade do agronegócio, nos temas relevantes como: preservação do meio ambiente, sustentabilidade e combate à fome. Na faixa etária de 15 a 29 anos, fica pior, o índice sobe para 51%.

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A desinformação ou as informações distorcidas de um setor que emprega, produz, alimenta seu povo e ajuda a alimentar o mundo devem ser combatidas. Há uma necessidade urgente de ações pontuais e eficientes, de propagação de matérias e reportagens consistentes, positivas, educativas, demonstrando a importância das atividades de toda a cadeia produtiva do agronegócio.

No ano passado, também foi realizada uma outra pesquisa, essa com os Produtores Rurais, por uma equipe multidisciplinar de 15 especialistas e acadêmicos da ESALQ-USP, Fundação Dom Cabral e ESPM, onde constataram que 71% dos Produtores concordam que o agronegócio precisa divulgar mais sobre a sua atividade, o seu desenvolvimento e o seu futuro, a fim de ser mais valorizado pela população urbana.

Muitas instituições de classe de produtores e associações empresariais já colocaram nos seus planejamentos, investimentos para divulgar a verdadeira face do agronegócio para a sociedade brasileira e estrangeira.

Surge no horizonte o desafio em desconstruir a armadilha da desinformação.

 

Isan Oliveira de Rezende

Produtor Rural, Advogado, Engenheiro Agrônomo, Presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (FEAGRO MT), Presidente do Instituto do Agronegócio, Coordenador da Agricultura Familiar e Agronegócio na Associação de Bancos (ASBAN), membro da Câmara Especializada de Agronomia no CREA/MT e membro da Comissão do Agronegócio na OAB/MT.

Fonte: Isan Rezende

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